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domingo, 28 de agosto de 2011

A Arte de Menstruar


 A Arte de Menstruar






Para as mulheres da Idade da Pedra, o sangue menstrual era sagrado. É provável que a palavra sacramento se origine de sacer mens, literalmente, menstruação sagrada. Um ritual exclusivamente feminino, conhecido pelos gregos como Thesmophoria, mas cuja origem se perde no tempo, era realizado anualmente no período da semeadura. As mulheres que tinham atingido a idade do sangramento se reuniam num campo sagrado, e ao primeiro sinal do fluxo menstrual, elas desciam por uma fenda para levar sua oferenda às Cobras, as grandes divindades primárias do mundo profundo, que representam o poder regenerador na terra, no campo e no corpo das mulheres. Ofereciam o melhor leitão da ninhada, cuja carne apodrecida junto ao sangue menstrual era misturada às sementes, que então eram enterradas no campo sagrado, para promover e propiciar uma colheita abundante.
Os antigos ritos de menstruação hindus estão relacionados com Vajravarahi, literalmente ‘Porca de Diamante’, a deusa que rege as divindades femininas iradas, que dançam o campo energético do ciclo menstrual. Ela é a dançante Dakini vermelha, filha da Deusa Primal do Oceano de Sangue, mais tarde denominado de Soma.

Representando o fluido da vida, o sangue menstrual sempre foi considerado tabu, palavra polinésia que significa ‘sagrado’ e que foi interpretada pelos antropólogos como sendo ‘proibido’. De fato, o sangue menstrual, como o poder de criar vida que conecta as mulheres com o próprio universo, era tabu, isto é, sagrado e portanto proibido àqueles que não menstruassem, como era o caso dos primeiros antropólogos homens.


No mais esotérico dos rituais tântricos, o Yoni Puja, os sucos liberados pela cópula eram misturados com vinho e partilhados pela congregação. O mais poderoso de todos os sucos era aquele obtido quando a yogini estava menstruando.

Ao longo dos milênios, as mulheres têm desaprendido a arte de menstruar, de fluir com a vida. Nas sociedades tribais, a menarca, o início do fluir do sangue, era celebrada com um rito de passagem, auxiliando a menina a realizar sua entrada para o reino do mana: o poder sagrado transmitido pelo sangue e que tanto podia dar como tirar a vida. Além de apaziguar o poder destruidor, o rito tinha como função auxiliar a menina a entender sua condição física e sua relação com a função procriadora da natureza. Ainda uma criança em espírito e condição social, a partir de suas regras, a jovem deve assumir o comando de sua vida. Sem ritos de passagem, o que temos para oferecer às nossas meninas, que as ajude a transformar e assumir sua nova identidade?


Ao longo do processo civilizatório, a menstruação foi sendo depreciada, relegada, virando tabu. O que era sagrado tornou-se proibido, sujo, contaminado. A regra passou a ser esconder a regra. O resultado disto foi que o evento central na vida de toda mulher madura tornou-se invisível. Ironicamente, retorna à visibilidade para se tornar um negócio milionário, o dos absorventes ditos ‘higiênicos’, mas que continua a reforçar a idéia de que o sangue menstrual é ‘sujo’. O apelo maior da propaganda de absorventes é tornar a menstruação invisível. Promete que usar tal ou qual marca de absorvente possibilita à mulher levar a vida como se nada estivesse acontecendo em seu corpo. Descaracteriza-a como mulher, negando sua característica mais distintiva.

Devemos abolir os absorventes? É claro que não, pois não vivemos na Idade da Pedra. Mas talvez devêssemos nos espelhar no exemplo das índias andinas, que simplesmente se agacham e deixam seu sangue fluir para a terra. Impossibilitadas de agir assim numa terra coberta de asfalto, podemos, contudo, transformar esta prática num ritual. É importante para as mulheres recuperarem o sentido sagrado do fato biológico central em suas vidas. Pois, ainda hoje, a maioria das mulheres ‘liberadas’ acredita que suas regras (aquilo que as rege) é uma inconveniência que, se possível, deveria ser eliminada. Se formos capazes de romper com esta crença, talvez possamos desvincular o feminino da idéia de fragilidade e instabilidade. A decantada imprevisibilidade feminina é, em grande parte, decorrente das oscilações a que a mulher está submetida, ao longo de seu ciclo mensal. É a expressão da imprevisibilidade da própria vida.

O ciclo hormonal feminino apresenta dois pontos culminantes: a ovulação e a menstruação. O polo branco da ovulação, chamado muitas vezes de rio da vida, é o polo ovariano, procriativo, momento do ciclo em que, biologicamente, a mulher se coloca plenamente a serviço da espécie. O polo vermelho da menstruação, também chamado de rio da morte, é o polo uterino, quando a mulher se volta para si mesma. Ou pelo menos deveria, pois a arte de menstruar, a habilidade de fluir com a vida, é o momento em que somos chamadas para dentro, a fim de curarmos a nós mesmas.

Desprezada e negligenciada, não é de estranhar que a menstruação revide.

A TPM (Tensão entre Patriarcado e Menstruação) é a expressão do conflito que nós mulheres vivemos, entre voltarmo-nos para o acontecimento sagrado dentro de nós ou atender à demanda do mundo externo. O período menstrual nos torna mais sensíveis, captando os acontecimentos em torno de nós através de uma lente de aumento e reagimos de acordo. Se aprendermos a respeitar o movimento energético que acontece em nosso interior, poderemos usar esta sensibilidade de um modo mais significativo e reverter a depreciação a que o sangramento foi submetido, recuperando sua sacralidade.



Como mulheres modernas, inseridas num mundo que funciona de acordo com os valores masculinos, nem sempre podemos nos recolher na cabana de menstruação, como faziam nossas antecessoras, onde descansavam e partilhavam suas experiências. Mas podemos reduzir nossas atividades ao mínimo, deixando para outro momento algumas delas. Também podemos nos recolher para dentro de nós, enquanto executamos as atividades diárias que nos competem. Depois de cumpridas as tarefas, podemos nos retirar para um lugar tranqüilo e prestar atenção ao que acontece no nosso útero, observar as sensações e os sentimentos, os sonhos que emergem. O período menstrual é o momento em que podemos aprender mais a nosso respeito e curar nossas feridas. Assim reverenciada, a arte de menstruar pode ser recuperada, possibilitando uma vida mais plena e feliz como mulher.


Escrito por: Monika vom Koss



http://doulanatural.blogspot.com/2011/01/arte-de-menstruar_02.html?spref=fb

Uma nova forma de menstruar:

Meu Preferido MissCup
http://www.misscup.com.br/

Mooncup
mooncupbrasil.blogspot.com/ 

Site com muitas informaçõs legais sobre o tema.
aterraviva.wordpress.com/.../coletor-menstrual-mooncup-e-absorventes-de-pano/

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Mecanismo de Antikythera


Mecanismo de Antikythera

    O mecanismo de Antikythera - Objeto com engrenagens formadas por um sistema de rodas dentadas, construído há mais de 2 000 anos, é descoberto no mar Mediterrâneo, pode ser o mecanismo mais antigo criado pelo homem. O funcionamento da máquina ancestral é alvo das especulações da comunidade científica desde sua descoberta, em 1900.

 

 

    A máquina de Antikythera, não descrita em nenhuma fonte sobrevivente, revela que o nosso conhecimento de tecnologia antiga é incompleto. Acredita-se tratar-se de um antigo mecanismo para auxílio à navegação.

    O mecanismo original está exposto na coleção de bronze do Museu Nacional de Arqueologia de Atenas, acompanhado de uma réplica. Outra réplica está exposta no Museu Americano do Computador em Bozeman, Montana.

    Os restos do artefato foram resgatados por mergulhadores em 1900, juntamente com várias estátuas e outros objetos, à profundidade de aproximadamente 43 metros na costa da ilha grega de Antikythera, entre a ilha de Kithera e Creta. Poderíamos datar mais razoavelmente o naufrágio como mais próximo a 65 A.C. +/-15 anos. Além disso, uma vez que os objetos identificáveis vêm de Rodes e Cos, parece que o navio pode ter estado navegando destas ilhas para Roma, talvez sem passar pelo continente grego. 


    O artefato podia realizar cálculos de astronomia e determinar a posição dos planetas desde o século I a.C., data que se estima para a sua construção. Os cientistas concordaram que se trata de uma evolução do planetário construído por Arquimedes.

    Em 17 de maio de 1902 o aruqéologo Spyridon Stais notou que uma das peças de pedra possuía uma roda de engrenagem. Daí em diante, tornou-se um dos mistérios mais enigmáticos da História da Ciência.

    Derek J. de Solla Price, historiador científico na Universidade de Yale, afirmou na ocasião que o aparelho teria sido construído por um astrônomo grego, Geminus de Rhodes, mas a sua conclusão não foi aceita pelos especialistas à época, que acreditavam que os antigos gregos tinham o conhecimento para tal máquina, mas não a habilidade prática necessária para construí-la.

    A partir de setembro de 2005, a companhia americana de computadores Hewlett-Packard contribuiu na pesquisa com um sistema de reprodução de imagens que facilitou a leitura de textos, que haviam se tornado ininteligíveis devido à passagem do tempo.

    Em dezembro de 2006, o astrônomo grego Xenofondas Musas, diretor do departamento de Física e Astronomia da Universidade de Atenas, anunciou durante a sua apresentação, em Atenas, que cientistas gregos e estrangeiros haviam decifrado o enigma sobre a relíquia de Antikythera. Chegou-se à conclusão de que o engenho de metal de complicadas combinações de engrenagens é um computador e um aparelho para a astronomia.

    O mecanismo é composto por trinta engrenagens de bronze, feitas à mão, e organizadas de modo a representar mecanicamente a órbita da Lua e de outros planetas do Sistema Solar. Primitivamente teria sido protegido por uma caixa ou moldura de madeira, constituíndo-se no mais antigo computador analaógico hoje conhecido.

    O artefato é notável porque empregava, já no séc. I a.C., uma engrenagem diferencial, que acreditava-se ter sido inventada apenas no séc. XVI, e pelo nível de miniaturização e complexidade de suas partes, comparável às de um relógio feito no século XVIII.

    Pelo menos 20 engrenagens do mecanismo foram preservadas, inclusive um conjunto muito sofisticado de engrenagens que eram montadas excentricamente em uma plataforma giratória e provavelmente funcionaram como um tipo de sistema de engrenagens epicíclico ou diferencial. Seus mostradores [dials], rodas de engrenagem e discos inscritos apresentam ao historiador um problema atormentador. Por causa deles nós podemos ter que revisar muitas de nossas estimativas da ciência grega.





    Nada como este instrumento está preservado em qualquer outro lugar. Nada comparável a ele é conhecido de qualquer texto científico antigo ou referência literária. Pelo contrário, de tudo que nós conhecemos da ciência e tecnologia na Era Helenística nós deveríamos ter achado que tal dispositivo não poderia existir.

    Alguns historiadores sugeriram que os gregos não estavam interessados em experimentação por causa de um desprezo -- talvez induzido pela existência da instituição da escravidão -- pelo trabalho manual. Por outro lado é reconhecido há muito tempo que em matemática abstrata e em matemática astronômica eles não eram nada novatos mas mais próximos de "colegas de outra faculdade" que alcançaram grandes níveis de sofisticação. Muitos dos dispositivos científicos gregos conhecidos a nós de descrições escritas mostram muita engenhosidade matemática, mas em todos os casos a parte puramente mecânica do projeto parece relativamente primitiva. A engrenagem era claramente conhecida pelos gregos, mas era usada apenas em aplicações relativamente simples. Eles empregaram pares de engrenagens para mudar a velocidade angular ou a vantagem mecânica, ou para aplicar força através de um ângulo reto, como um moinho movido à água. 

    John Gleeve, um britânico fabricante de planetários, construiu uma réplica funcional do mecanismo. De acordo com sua reconstrução, o mostrador frontal mostra a progressão anual do Sol e da Lua através das constelações, contrário ao Calendário Egípcio. A parte superior traseira mostra um período de quatro anos e possui mostradores associados que apresentam o Ciclo Metônico de 235 meses sinódicos, que igualam a 19 anos solares. A parte inferior mostra esquemas do ciclo de um único mês sinódico, com um mostrador secundário mostrando o ano lunar de 12 meses sinódicos.

    Outra reconstrução foi feita em 2002 por Michael Wright, engenheiro mecânico curador do Museu da Ciência de Londres, trabalhando com Allan Bromley. Ele analisou o mecanismo usando tomografia linear, a qual podia criar imagens de um plano focal mais direto e, então, visualizar as engrenagens em maiores detalhes. Na reconstrução de Wright, o aparelho não apenas modelava os movimentos do Sol e da Lua, mas de cada corpo celestial conhecido pelos gregos antigos: Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno.

    Essa nova reconstrução deu crédito a antigas menções de tais aparelhos. Cícero, no séc. I a.C., menciona um instrumento "recém-construído por nosso amigo Posidonius, que, a cada revolução reproduz os mesmos movimentos do Sol, da Lua e dos cinco planetas". Tais aparelhos são mencionados em outros lugares também. Também dá crédito à idéia de que havia uma antiga tradição grega na tecnologia de mecânica complexa que foi transmitida pelo mundo árabe, onde aparelhos similares, porém mais simples, foram encontrados posteriormente, e poderiam ter sido entregues ou incorporados aos fabricantes de relógio e guindastes europeus. Alguns cientistas acreditam que os aparelhos não apenas foram utilizados para visualizar corpos celestiais, mas para calcular sua posição para eventos ou nascimentos.


    Segundo Wright, curador de Engenharia Mecânica do Museu da Ciência de Londres, o aparelho operava como um computador. O usuário escolhia uma data e ele indicava a posição do Sol, da Lua e dos cinco planetas conhecidos: Marte, Mercúrio, Júpiter, Vênus e Saturno, diz. Valdemar Setzer, professor da Universidade de São Paulo, explica que o mecanismo representa o universo com base nos epiciclos: um círculo cujo centro gira em torno de outro maior, que gira em torno da Terra. Mesmo com o princípio errado de que a Terra era o centro de tudo, a máquina era precisa no mapeamento dos astros que conheciam.




domingo, 21 de agosto de 2011

Movimento Mental através de nova Via.

Diante de uma constatação e pesquisas feita em vários anos, venho em conjunto com a antiga "ordem dos 49", ampliar a força planetária mental planetária, propondo uma afirmação que todos podem fazer em casa, ou em grupos.
Todos, ou a maioria já sabe da intenção de um governo oculto, tirano, agindo por trás do palco social, e muitas pessoas tentam equivocadamente ajudar, sem saber como.
O poder da mente, da afirmação, da fala, pode ser constatada no dia a dia, a PNL(programação Neuro-linguística) é uma ferramenta fabulosa, se associada a atividade fisica.
dia 11/11/2011, será feita uma re-ativação de um cristal, que potencializará todos os cristais dos planeta, inclusive os da glandula pineal.
Esse experimento, consiste em afirmações, e você pode reservar um cristal para fazer essas informações e gravar nele esse comando.
para quem realmente quizer atingir a si mesmo, repita 3 vezes, vai mais fundo.


Sabemos que com a Grande Reforma Planetária, aliada às reações da Natureza, há
previsões de que a quase totalidade do Hemisfério Norte irá desaparecer. A grande
esperança, como semente de uma Nova Civilização reformada e renovada, se
concentra na América do Sul e mais especificamente no Brasil; porém temos que dar
condições de vida, dignidade e respeito ao seu POVO. Como dizia Pólo, atualmente o
Brasil não passa de um Território Ocupado, agredido e desrespeitado ao máximo, não
reconhecido como Pátria, nem como País e nem como Nação. É preciso reverter esta
situação com Ações Imediatas e durante todo o período de transição, mesmo que os
resultados almejados sejam temporários e relativos ao contexto global atual. É
preciso mantermos nossas cabeças no Espaço, mas indispensável mantermos os
nossos pés no chão para compreendermos e podermos atender às necessidades mais
imediatas dos Seres Humanos, sob o risco de perdê-los, e Vocês, que permanecem no
Espaço (em especial Pólo), sabem melhor do que Eu do que estou falando. "os espaciais - Ordem dos 49"


"Que a Terra receba as emanações positivas das nossas Mentes e que a
Humanidade possa absorver a Paz, a Harmonia e o Amor “



“Que o Brasil e a América do Sul se unam
fraternalmente, se projetem e se imponham como a maior potência Humana, Natural
e Espiritual da Terra, para o seu próprio bem e da Humanidade que restar.”



“Que o Brasil Brasa Viva da Vida se transforme urgentemente no
grande produtor de bio-energia renovável e de alimentos para abastecer todas as
nações da Terra”



“Que o Brasil concentre todos os seus esforços e
energias nas áreas de Educação, Saúde, Justiça Social, Habitação, Lazer, Alimentação,
Infra-Estrutura, Meio Ambiente, Transportes, Trabalho, Tecnologia, Segurança,
Previdência. Amparo às Crianças, aos Idosos e aos Aposentados, Retorno do Homem
ao Campo, Redução da Superpopulação Carcerária, Economia voltada para o bem de
TODOS OS BRASILEIROS e Soberania Nacional.”



“Nós, em nome da Paz e pelo direito dos
justos, estamos emanando Mentalmente Energia para reforço e sustentação da
Plataforma Mental da Terra, para que a Paz brote e floresça no Planeta, atingindo a
tão esperada Consciência Planetária”,






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