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sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Alquimia

Alquimia


    Medite sobre alguma coisa negativa e lentamente você se surpreenderá: a tristeza vira alegria, a raiva se transforma em compaixão, a ganância se torna partilha, e assim por diante. Esta é a ciência da alquimia interior: como transformar o negativo em positivo, como transformar o metal de base em ouro.
    Você deve lembrar-se de nunca começar com algo positivo, porque você não sabe nada sobre o que é positivo. No entanto, é isso que está sendo ensinado por muitas pessoas em todo o mundo: são adeptos do assim chamado “pensamento positivo”. Essas pessoas nada sabem sobre a alquimia interior. Nunca se usa ouro como ponto de partida. Se você já tem ouro, então para que a alquimia? Nesse caso, a alquimia não é necessária. Você deve começar com um metal de base, e esse metal precisa ser transformado em ouro. O metal de base é o que você tem, é o que você é. Você é o inferno, e isso deve ser transformado no paraíso. Se houver veneno, ele precisa ser transformado em néctar. Comece com o negativo.
    Se você começar com algo negativo, não precisará pensar sobre o positivo. Se meditar sobre as coisas negativas, se for fundo nisso, até a mais funda raiz, subitamente acontecerá uma explosão: o negativo desaparecerá e o positivo terá surgido. Na verdade, ele sempre esteve presente, escondido atrás do que era negativo. O negativo era um abrigo, um escudo, algo necessário, pois você ainda não tinha mérito suficiente. O negativo era necessário para que você pudesse se tornar digno de receber o positivo.

Crentes e Ateus: unidos pelo equívoco

Ateísmo


    Há uma pequena história que sempre gosto de contar...
    Um ateu convicto havia escrito na parede de seu escritório, em letras maiúsculas: “GOD IS NOWHERE”  (Deus não está em lugar algum). É claro que todos os que vinham vê-lo tinham que ler aquilo, já que estava escrito em letras grandes bem na frente deles. Seu primeiro filho nasceu e, um dia, ele estava brincando com o filho. A criança estava aprendendo a ler, e então começou a ler a frase escrita na parede. Ela deveria ter lido “God is nowhere”, mas, como nowhere era uma palavra grande, a criança não conseguiu lê-la de uma vez só. Dividiu-a em duas e leu “GOS IS NOW HERE” (Deus agora está aqui). Cortou a palavra nowhere em duas partes e mudou todo o sentido da frase.
    Pela primeira vez o pai olhou a frase e disse: “Meu Deus! Essa criança me fez perceber algo novo. Nunca mais poderei ler essa frase da mesma forma. Irei sempre me lembrar de NOW HERE” (agora, aqui).
Foi um momento de transformação para o ateu. Pela primeira vez começou a pensar: “Eu realmente sei que Deus não está em lugar algum eu já explorei todo o espaço? Já explorei meu ser interior?”.
    Os ateus sofrem da mesma cegueira dos teístas. Ambos têm crenças. A única pessoa que está certa é um agnóstico, que não é nem um teísta nem um ateu, mas alguém que procura a verdade. Ele não possui um sistema de crenças, preconceitos ou ideologia já programados.
    Não vejo muita diferença no ateísmo de um comunista e no teísmo do Vaticano. O teísmo do Vaticano é baseado numa crença. E O Capital é a bíblia para os comunistas: como Marx diz que não há Deus, isso é transmitido para todas as crianças dos países comunistas. Na América, todas as crianças acreditam que Deus existe. Ambas são crenças:uma é positiva, a outra é negativa, mas ambas são crenças. Nem os comunistas nem o Vaticano conhecem a verdade.


"Osho"

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