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domingo, 26 de setembro de 2010

Eleição, Anule seu vote.

"Ostracismo era uma forma de punição política empregada inicialmente pelos atenienses. Significava a expulsão política e o exílio por um tempo de 10 anos.

Seus bens ficavam guardados na cidade e ele se torna como de fora. Foi decretada em Atenas no ano de 510 A.C. por Clístenes e foi posto em prática no ano 487 A.C. como luta contra a tirania.

O político que houvesse proposto projetos e votações para beneficio próprio para retornar para a tirania era candidato certo ao ostracismo.

O processo deve ser distinguido do uso atual do termo, que genericamente refere-se à modos informais de exclusão de um grupo através do isolamento social.

Em Atenas, o ostracismo contribui para a manutenção da república."

http://pt.wikipedia.org/wiki/Ostracismo

O ostracismo pode nos remeter hoje a um recurso possível na urna eletrônica:

Anulação do voto.

Muitos que votam praticam o chamado voto estratégico.

Esse voto não tem objetivo de eleger o candidato q se pretende vencer a eleição, mas de votar em outro, aquele "menos pior", do qual não se pretendia votar, justamente p/ impedir que o candidato pior seja eleito.



A anulação do voto por uma Parcela Considerável, refere-se a um basta, e consequentemente a uma mudança no Legistativo arcaico do Pais que visa beneficiar uma pequena parcela de interesses pessoais, e quem paga por isso é a população.
A anulação do voto ainda não basta somente, estes mesmo tem que ser capazes quando necessário sair as ruas protestar contra a necessidade política.



Se não tem em quem votar, não vote no menos pior, vote nulo e fique de prontidão, para exigir os direitos básicos de uma população em consentir a necessidade de dar previlégios para alguem, muitos previlégios, enquanto a educação e saúde são tão ilusórios quanto a democracia.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

A Cenoura, o Ovo e a Folha de Chá

Num país asiático, existe a lenda de um camponês que foi ter com um sábio da sua aldeia e lhe falou da sua vida e das dificuldades por que estava a passar.
Não sabia como ia conseguir sobreviver, e queria desistir. Estava cansado de lutar e
de se debater. Parecia que, assim que um problema se resolvia, surgia logo outro.
O sábio pediu-lhe que descesse até ao lago e trouxesse um balde cheio de água.
Então despejou a água em três panelas e colocou cada uma das panelas ao lume. A
água das panelas não tardou a ferver. Na primeira, colocou cenouras, na segunda
ovos, e na terceira uma mão-cheia de folhas de chá.
Depois de deixar as panelas ao lume durante meia hora, tirou-as do lume. Pegou as cenouras e pô-las numa tijela; a seguir pegou os ovos e colocou-os noutra
tijela, e por fim deitou o chá numa terceira tijela. Depois, virou-se para o camponês
e perguntou: «Diz-me, o que vês?» «Cenouras, ovos e chá», respondeu o
camponês. Então o sábio disse: «Pega nas cenouras e diz-me o que sentes.» O
camponês obedeceu e disse: «As cenouras estão moles.» A seguir mandou o
camponês pegar num ovo e parti-lo. Depois de lhe tirar a casca, este observou que
o ovo tinha ficado duro. Por fim, o sábio pediu ao camponês para beber um gole de
chá. O camponês sorriu ao saboreá-lo. O camponês perguntou então: «O que
significa isto?» O sábio explicou que cada um desses objectos enfrentara a mesma
adversidade... a água a ferver. Cada um reagira de modo diferente. A cenoura
entrou com força e firmeza. Porém, ao ser submetida à água a ferver, amaciou e
ficou fraca. O ovo era frágil. A sua casca fina protegera o seu interior macio, mas a
água a ferver endurecera a gema. As folhas de chá, porém, tinham tido uma
reacção única. Depois de estarem na água a ferver, tinham alterado a água.
«O que é que tu és?, perguntou ele ao camponês. «Quando a adversidade te bate à porta, como respondes? És uma cenoura, um ovo ou uma folha de chá?»
Quando encarares os problemas que enfrentas na vida, pergunta a ti mesmo:
«Quem sou eu? Sou a cenoura que parece forte mas torno-me brando e perco a
força perante a adversidade? Sou o ovo que começa com um coração frágil e um
espírito fluído, mas após a perda de um emprego, uma separação, uma
contrariedade financeira ou qualquer outro desafio, endureço e torno-me rígido? Ou
sou como a folha do chá? Com efeito, é a folha que altera a água quente – a
própria circunstância que provoca dor. Quando a água fica quente, ela liberta
fragrância e sabor. Se fores como a folha do chá, quando as coisas estiverem o pior
possível, tu melhoras e alteras a situação em teu redor. No momento mais escuro e
quando os desafios forem mais fortes, será que te elevas a outro nível? Como
enfrentas a adversidade? És uma cenoura, um ovo ou uma folha de chá?»
Dr. Joseph Murphy - Como Usar a Sua Mente Para Criar Riqueza e Sucess

Personificação do espirito?

“No momento em que você personifica a força espiritual
Que é você, em você mesmo,
O processo de destruição do ego começa.
Você experimentará da corruptora força que cerca você.
Isto é uma lei universal.
A mente não é para ser personificada.
O espírito não é para ser personificado."


Krishnamurti



Estudo entre os parênteses do texto de Bette Stockbauer “Krishnamurti e a Teosofia”
As origens: A Sociedade Teosófica (S.T.) foi fundada em Nova Iorque, EUA, em 17 de novembro de 1875, por um pequeno grupo de pessoas, entre as quais se destacavam uma russa e um norte-americano, a Sra. Helena Petrovna Blavatsky e o Cel. Henry Steel Olcott, seu primeiro presidente. Em 1878 o Cel. Olcott e a Sra. Blavatsky partiram para Índia. Em 3 de abril de 1905, foi estabelecida legalmente a sede internacional da S. T. no bairro de Adyar, na cidade de Chennal (antiga Madras), estado de Tamil Nadu, no sul da Índia, onde permanece até hoje. Em 1889, Helena Blavatsky, presidente e fundadora da Sociedade Teosófica, que tem por princípio a fraternidade e igualdade humana e a busca da identidade com todas as religiões do mundo, comunica aos seus estudantes, sócios e aficionados que o propósito da Sociedade era preparar a humanidade para a vinda do Senhor Maitreya, o Mestre do Mundo na Era de Aquário. Depois da morte de Blavatsky em 1891, Annie Besant C.W. Leadbeater consideraram isto sua tarefa e para prosseguir este trabalho selecionaram e prepararam discípulos que poderiam servir como um veículo ao Senhor Maitreya (em sânscrito literalmente Mestre Amigo), quando chegasse.
Em 1909 na cidade de Adyar, Índia, Leadbeater descobriu um menino cuja aura ele julgou liberar grande luminosidade por ser totalmente isenta de egoísmo. Era o Jiddu Krishnamurti, garoto pobre de 13 anos que brincava nas praias. Adotado por Besant e Leadbeater, ele recebeu treinamento intensivo, e 10 anos de estudos na Inglaterra. Várias pessoas em muitos países foram informadas dele, e o importante papel que lhe reservava o futuro. Aos 27 anos, Krishnamurti teve uma visão que o convencia que o conhecimento de Maitreya estava começando em seu interior. Teosofistas de todo o mundo estavam esperando por este desenvolvimento.
Porém Krishnamurti em 1934, atendendo a reflexões interiores, retirou-se da Sociedade Teosófica, declarando:
"Um velho sonho está morto e um novo está nascendo, como uma flor que irrompe da terra sólida (uma semente que germina tem que morrer primeiro, para produzir algo totalmente diferente de si como semente)”. Uma nova força nascida do sofrimento pulsa nas veias e uma nova compaixão e compreensão está nascendo do sofrimento passado. Um grande desejo de ver os outros sofrerem menos e, se devem sofrer, de ver que o suportam nobremente e saem dele sem muitas cicatrizes. Eu chorei, mas não desejo que os demais chorem, mas se o fizerem, agora sei o que isso significa... Como Krishnamurti agora tenho mais zelo, mais fé (equilíbrio mental), mais simpatia e mais amor, pois há em mim também o corpo, o Ser de Nityananda (irmão morto que psicologicamente na total inexistência de identidade na morte, somos como um imenso rio, uma corrente psicológica, um acumulo de sensações na forma articulada de ações e reações engatilhadas em busca de satisfação vingança e prazer nas magoas e ressentimentos),... Agora eu sei, com uma certeza maior do que nunca, que há realmente beleza na vida, real felicidade que não pode ser destruída por nenhum acontecimento físico (a morte do irmão), uma força maior (a Unidade, a Inteligência, e o Poder na consciência vazia de conteúdo morto) que não pode ser enfraquecida por nenhum acontecimento passageiro e um amor maior que é permanente, imperecível e invencível.
Na Holanda, em 1926, Krishnamurti começou a dar mostras dessa rebeldia para com seus tutores, ao proferir em uma palestra a seguinte mensagem:
É preciso que se libertem, não por minha causa (não existe proselitismo, não pode existir coação, convencimento etc.), mas apesar de mim. Toda vida e, especialmente nos últimos meses, tenho lutado para ser livre - livre de meus amigos, meus livros, minhas associações. Vocês devem lutar pela mesma liberdade. Deve haver uma constante inquietação (a necessidade de buscar o que não pode ser encontrado) interior. Segurem um espelho constantemente a sua frente. Se houver algo indigno do ideal que criaram para si mesmos, mudem-no (o fato de haver ideal, já é coisa indigna, mudem). Não façam de mim uma autoridade. Se eu me tornar uma necessidade para vocês, o que farão quando eu partir? Alguns de vocês acreditam que eu possa dar-lhes uma bebida (informações, conhecimentos etc.) que os tornará livres, que posso dar-lhes uma fórmula que os libertará - mas não é assim. Eu posso ser a porta (mostrar a impossibilidade de libertação dentro do conteúdo da mente, idéias, sonhos e fantasias), mas vocês devem passar por ela (livrar-se de tudo) e encontrar a libertação que está além dela...
A verdade chega como um ladrão - quando menos se espera por ela. Gostaria de poder inventar uma nova língua (as palavras – todas elas – sendo do campo morto do pensamento, na necessidade de usá-las para dizer verdades, mantêm ainda toda a força, atribuída); como não posso, gostaria de destruir a velha fraseologia e antigos conceitos. Ninguém pode dar-lhes a libertação, terão de encontrá-la DENTRO DE SI, mas porque eu a encontrei, eu lhes mostrarei (indicando que não há caminho algum – apenas – total ausencia de caminhos, metas, alvos no campo do vir a ser) o caminho... Aquele que atingiu a libertação tornou-se um instrutor (em suas próprias e comuns ações cotidianas). Cada um de vocês tem o poder de entrar na chama, de tornar-se a chama ... (como uma mariposa se torna a luz ao inflamar-se, destruindo-se na chama). Porque eu estou aqui, se me tiverem em seus corações (simpatia, seriedade pelos ensinamentos), eu lhes darei a força para alcançá-la. A libertação NÃO se destina aos poucos, aos escolhidos, aos eleitos.
Em 3 de agosto de 1929, com mais de 3000 membros em Ommen, e com centenas de holandeses ouvindo pelo rádio, Krishnamurti deu um fim em parte de sua própria história, com o seguinte pronunciamento:
Sustento que a Verdade é uma terra sem caminhos, e vocês não podem aproximar-se dela (por meio da algum conteúdo na mente) por nenhum caminho, por nenhuma religião, por nenhuma seita. Este é meu ponto de vista e eu o sigo absoluta e incondicionalmente...
Se compreenderem isso em primeiro lugar, verão que é impossível organizar uma crença.
A crença é uma questão puramente individual (satisfação de desejos), e não podemos nem devemos organizá-la. Se assim o fizermos, ela morrerá (a possibilidade que existe de compreendermos a crença pelo autoconhecimento, deixa de existir), ficará cristalizada; tornar-se-á um credo, uma seita, uma religião para ser imposta aos outros. É isso o que todos no mundo inteiro, estão tentando fazer.
A Verdade confinada é transformada em um brinquedo para os fracos, para os que estão momentaneamente (acham que conseguirão algo de suas projeções, sonhos, esperanças e fantasias) insatisfeitos. A Verdade não pode ser trazida para baixo (nível mental humano das memórias, do passado morto); é o indivíduo que deve fazer o esforço de ascender (o ser humano pelo autoconhecimento, age sem centro de ação e torna-se a verdade que vê e vive) até ela. Não podemos trazer o topo da montanha para o vale...
Apesar disso, vocês provavelmente formarão (o ego não pode desistir de seu movimento continuísta que o faz perpétuo no tempo que cria com realização), outras Ordens, continuarão a pertencer a outras organizações à procura da Verdade. Caso se crie uma organização com este propósito, ela irá tornar-se uma muleta, uma fraqueza, uma servidão e incapacitará o indivíduo, impedindo-o de crescer (fazendo a consciência agir sempre com um centro de ação), de estabelecer sua unicidade, que jaz na descoberta por si mesmo daquela absoluta, incondicionada Verdade.
Não se trata de nenhum feito magnífico (viver e agir na nova forma - entretanto a original – é coisa comum a todo ser humano que se livre do centro de ação), porque não quero seguidores, e é esse o meu propósito. A partir do momento em que seguirmos alguém, cessaremos de seguir (a possibilidade de ação sem centro é destruída pelo seguir algo) a Verdade. Não me preocupo se estão prestando atenção (não faz diferença, semente lançada brota naturalmente em seu tempo) no que estou dizendo ou não. Quero fazer certa coisa no mundo e vou fazê-la com resoluta concentração. Estou preocupado com uma coisa essencial: LIBERTAR O HOMEM!
Desejo libertá-lo de todas as prisões, de todos os temores, e não fundar novas religiões, novas seitas nem estabelecer novas teorias e novas filosofias.
Diante disso, naturalmente me perguntarão por que percorro o mundo todo, falando continuamente. Vou dizer-lhes por que faço; não porque desejo seguidores, nem porque desejo um grupo especial de discípulos especiais. Não tenho discípulos, nem apóstolos, seja na Terra, seja no reino da espiritualidade (no campo mental sem corpo físico algum, onde o pensar humano forma uma corrente única psicológica, que são as ações milenarmente acumuladas, qual imenso rio. E é neste mundo de sensações mortas em movimento, grupos de sensações organizadas pensam manter a individualidade surgida no corpo físico por elas construído). Tampouco é o fascínio do dinheiro, nem o desejo de viver uma vida confortável que me atrai. Se eu quisesse viver confortavelmente, não viria para um acampamento ou viveria num país úmido! Estou falando francamente porque quero deixar isso bem claro de uma vez por todas.
Um jornalista que me entrevistou, considerou um ato magnífico a dissolução de uma organização com milhares de seguidores, ele disse que não tendo mais seguidores, não mais o ouvirão!
Se houver apenas cinco pessoas dispostas a ouvir, a viver, com os rostos voltados para a eternidade, será suficiente. Que adianta ter milhares que não compreendem, que estão completamente embalsamados em preconceitos, que NÃO QUEREM O NOVO, que só fazem traduzir o novo para adequar-se a seus próprios “eus” estéreis e estagnados!
Há dezoito anos vocês vêm preparando-se para este acontecimento, para o advento do instrutor do mundo. Por dezoito anos vocês organizaram, procuraram por alguém capaz de dar um novo deleite aos seus corações e mentes, de transformar suas vidas, de dar-lhes uma nova compreensão; alguém que os elevaria a um novo plano de vida, que lhes daria um novo encorajamento, que os libertaria - e agora, vejam o que esta acontecendo!
Considerem, pensem consigo mesmos e descubram de que maneira essa crença tornou-os diferentes - não superficialmente diferentes pelo fato de portarem uma insígnia, que é trivial, absurda. De que maneira essa crença afastou para longe todas as coisas não-essenciais da vida? Essa é a única maneira de julgar: de que maneira vocês estão mais livres, maiores, mais desafiadores para a sociedade que se baseia no falso e no não-essencial? De que maneira os membros desta organização tornaram-se melhores?
Vocês dependem para sua espiritualidade de outra pessoa, para sua felicidade, de outra pessoa, para sua iluminação, de outra pessoa... quando digo olhem para dentro de si mesmos para buscar a iluminação, a glória, a purificação e a incorruptibilidade do eu, nenhum de vocês se dispõe a fazê-lo. Devem existir alguns, mas são poucos. Vocês se acostumaram que lhes digam até que ponto avançou, qual são seus status espirituais. Que infantilidade! Quem mais a não ser vocês próprios poderão dizer se são ou não incorruptíveis?
...Mas aqueles que realmente desejam compreender, que estão buscando o eterno, sem início nem fim, caminharão juntos com maior intensidade, serão uma ameaça para tudo que não é essencial, para a irrealidade, as sombras... Minha única preocupação é tornar os homens livres, incondicionalmente livres.
Krishnamurti, passou toda sua vida fazendo conferências e ensinando humanidade como alcançar a liberdade (deixando claro que tem que ser sem autoridade alguma, sem seguir alguém, sem proselitismo, sem disciplina alguma, de forma que a mente condicionada, a consciência pejada, fique naturalmente VAZIA - consciência antes pejada fica consciência vazia - de qualquer conteúdo mental, para que possa surgir nela à verdade original, sempre presente e ativa no homem).
Mary Lutyens, uma amiga de juventude e confidente, escreveu uma trilogia biográfica da sua vida – “Krishnamurti: Os Anos do Despertar”; “Os Anos de Realização”; e “A Porta Aberta”, sendo apenas o primeiro editado pela Cultrix no Brasil. Este artigo é copiado desta trilogia e tenta explicar a evolução do relacionamento desenvolvido entre o Krishnamurti e a “Presença Espiritual” que preenchia toda a sua existência. Em toda a história não existe um relacionamento tão bem documentado possuindo fartas anotações, cartas e relatos de pessoas que conviveram intimamente com ele em vários períodos de sua vida.
O autoconhecimento do Krishnamurti foi um processo incomum. Nunca a história tinha registrado uma ocorrência como a do seu caso. Milhares de pessoas do mundo inteiro souberam da sua missão especial. Na sua juventude, a adulação seguiria a suas pegadas, e mesmo que orgulho pudesse estar presente, nunca houve em sua natureza, qualquer pensamento de superioridade ou de ganho pessoal. Embora a deferência, respeito e responsabilidades que ele recebeu tenha sido uma grande fonte de embaraços, ele enfrentou tudo isto com graça e dignidade.
Esta falta total de egoísmo e identidade pessoal esteve presente durante toda sua vida, pois vivia como se não pertencesse a este mundo.
Krishnamurti nasceu em 11 de maio de 1895, em Madanapalle, pequena aldeia montanhosa entre Madras e Bangalore, norte da Índia numa família Brâmane de casta superior, estritamente vegetariana, de regular situação econômica para os padrões indianos. Esta data de acordo com os astrólogos hindus, que contam o dia das 4 às 16 horas, ajustada ao calendário ocidental, teria nascido às 12,30 horas do dia 12 de maio. Por estranha exigência de sua mãe, insistiu com o marido e a criança nasceu na sala reservada onde se praticava o puja, um santuário, cuja entrada só era permitida após banho ritualístico e roupas limpas; onde nascimento, morte e ciclo menstrual eram considerados ações poluidoras, portanto totalmente inconcebível que uma criança ali nascesse.
Foi o oitavo filho do casal, um parto fácil, ao contrário dos nove outros partos de sua mãe, e conforme a tradição hindu, consulta a um astrólogo que afirmou que seu filho seria um grande homem. Aos dois anos quase morreu de malária, e sofria de ataques constantes e sangramentos pelo nariz. Durante a juventude, sempre foi um homem generoso e soube viver sem fazer nenhuma distinção entre ele e os serviçais colocados a seu serviço pela Sociedade Teosófica. Tímido e calado, ele podia ficar numa janela durante horas, olhando para o horizonte. Insetos pequeninos, flores, folhas caídas, as nuvens, rochas, e a grama viva constantemente o faziam ficar maravilhado e apaixonado pela natureza. Assim, vaga e sonhadora era sua natureza íntima, que muitos pensavam em sua aldeia tratar-se de uma pessoa estúpida e retardada, por estar sempre atrasado nas matérias escolares.
Tendo perdido sua mãe quando tinha 10 anos, seu pai parecia incapaz de tomar conta da família, e Krishnamurti foi sempre uma criança doentia, dificilmente teria sobrevivido se não fosse a sua descoberta por Leadbeater.
Desde cedo observou uma proteção especial que o protegia e o circundava como que tomasse conta de sua vida.
(Citação pela autora do texto)
“O que é relevante são os ensinamentos, se o professor está presente ou não, isso não tem importância, pois cada um é seu próprio mestre e discípulo”. J.Krishnamurti
(Os ensinamentos existem naturalmente em todo ser humano, cabe a cada homem deixá-lo transparecer do meio das memórias mortas e deixá-lo florescer em sua reta ação na construção de um mundo novo.)
De natureza delicada e profundo sentido espiritual ele (identificou-se) absorveu conhecimentos - de Buddha, Sri Krishna e no Senhor Maitreya - sem resistência ou comparação, ensinamentos que, como se fora vida, fluía através do menino de forma admirável em medida sem igual e com humildade; é de admirar-se que de sua cabeça jorrasse a Fonte de Vida e Existência que ele sentiu por toda sua existência. Esta qualidade de aceitação (compreensão natural) fica com Krishnamurti para a maioridade. A audácia completa presente de seus ensinamentos se manifesta ao rejeitar todos os caminhos e iniciar o mundo em novos (valores ou melhor, na ausencia total deles).
Na idade de 15 anos, K estava instruindo estudantes adultos nos princípios da Teosofia. Aos 16, ele dirigiu uma sociedade internacional, "A Ordem da Estrela do Oriente” (OSE) formada criar para uma atmosfera de boas vindas e reverência ao Mestre do Mundo que se aproxima. Além do monitoramento diário nos estudos ocultos e normais, ele começou a viajar com o Annie Besant e falar para platéias de todo o mundo.
Foram anos difíceis para o movimento teosófico. A orientação do Blavatsky tinha cessado com a sua morte, e o mundo recebeu os ensinamentos de Alice A Bailey cujos livros, inspirados pelo Mestre Djwhal Khul, especificamente delinearam o caminho da iniciação e a relação própria de humanidade com hierarquia.
Aos teosofistas de plantão, as viagens de Besant, e muitos detalhes do processo evolucionário foram deixados à imaginação e as fantasias, o que freqüentemente corrompia o ocorrido.
Ênfase à ilegalidade e à improbidade foi colocada nas conseqüências do contato pessoal com os Mestres, pela competição para mais alta condição da iniciação, e tornou-se uma força destrutiva. Esses acontecimentos abalaram fundamental e profundamente o K, e nos anos ele passou na Inglaterra viu o começo de sua desilusão com a Sociedade, com os “Mestres”, e com práticas espirituais. Ele sentiu a falsidade e a ausência de significado, mas ainda continuou a dirigir “A Ordem da Estrela”, instrumento de comunicação com alguma crença no papel que ele caberia viver na ordem.
(Citação fora do contexto pela autora)
“No momento e que você personifica a força espiritual que é você, em você mesmo, o processo de destruição do ego começa. Você experimentará da corruptora força que cerca você. Isto é uma lei universal. A mente não é para ser personificada. O espírito não é para ser personificado”. Mestre Maitreya
(A ação da consciência vazia no corpo físico do homem nascida do autoconhecimento elimina, destrói todo gerenciamento do movimento com centro de ação por notar todas as dores e maléficos que provoca no mundo. Isto é uma lei universal. A mente é universal, una, não é para ser personificada, fracionada. A consciência não é para ser personificada, auto-identificado.)
Visão em Ojaí: Em 1922 ele experimentou uma visão que pode ter redirecionado o curso de sua vida. Aconteceu ao sul do vale da montanha em Los Angeles, chamado pelos índios norte-americanos de "Ojai" ou "O Ninho" Por duas semanas, ele tinha meditado constantemente, e viu a imagem do Senhor Maitreya diante dele. Ele então começou experimentar uma dor terrível no pescoço e coluna, e a viver longos períodos de inconsciência e delírio. Dia e noite ele lutou com esta dor e tormento, que o deixava incapaz de dormir ou comer, e freqüentemente abandonava seu corpo e ele tinha constantes visões. Na terceira noite ele foi afastando-se da pequena casa de campo e sentou debaixo uma aroeira onde abundava a fragrância de flores de primavera. Documentou o estado vivenciado nestas palavras:
“Eu estava sentado já há algum tempo, senti-me saindo do meu corpo, e vi-me sentando nas folhas macias e delicadas da árvore logo acima. Eu estava de frente para o oriente. Em frente a meu corpo e acima de minha cabeça vi uma estrela, brilhante e límpida, podia sentir as vibrações do Buddha; observei o Senhor Maitreya e Senhor KH. Eu estava feliz, calmo e em paz. Podia ver meu corpo, estava pairando perto de tudo isto. Havia imensa profundidade e calma no ar, e dentro de mim; uma calma do fundo de um lago imensamente profundo. A presença das Existências poderosas que estava comigo por algum tempo foi embora e estava imensamente feliz com o que tinha vivenciado. Nada poderia ser a mesma coisa novamente. Havia bebido nas límpidas águas da mais pura fonte da vida e minha sede foi aplacada. Eu tinha tocado a fonte de toda cura, toda compaixão, pena e sofrimento; não por mim mesmo, mas para mundo todo; havia chegado no cume da montanha e olhado fixamente as Existências Poderosas”. A fonte da verdade me foi revelada, e as trevas dissipadas, todo amor e toda sua glória tinham inebriado meu coração; e meu coração pode nunca mais poderia ser fechado. Eu tinha bebido na fonte de Alegria e Beleza eterna. Estou inebriado de Deus.”
Ao Leadbeater ele escreveu: "Eu sinto cada vez mais contato com o Senhor Maitreya e os Mestres e não há nada a fazer senão servir a Eles. Minha vida inteira, agora, está dedicada ao trabalho; estou provavelmente pronto, houve a transformação." E a Besant: "Eu me sinto como se estivesse sentando em um topo de montanha em adoração, e o Senhor Maitreya está comigo. Eu sinto como se estivesse andando em ares delicados e perfumados. O horizonte de minha vida está límpido e meu céu é belo e preciso."
"O processo”: Outra ocorrência, associada com a mudança espiritual, foi o fenômeno ele sempre descreveu como "o processo". Isto durou três dias de sofrimento, aconteceu antes da visão e pôde variar, em intensidade ao longo de toda sua vida. Dor extrema e deslocamentos fora-de-corpo, e experiências várias poderiam acompanhar o processo. Mas muito seu cedo em sua manifestação, K pôde sentir uma presença definida, e amorosa do Senhor Maitreya que veio numa noite com esta mensagem:
“Aprende servir-me, para que ao longo do caminho só tenhas a vontade de encontrar-me. Esqueça-se de você mesmo, para que então o que exista unicamente seja o Eu a ser encontrado. Não espere pelos Grandes Mestres porque eles podem ser muitos e estar perto de você. Você é como o homem cego que procura o brilho do sol. Você é como o homem faminto a quem é oferecida a comida e não comerá. A felicidade que você procura não existe; mente está em toda parte, em qualquer pedra, Eu estou lá, se você puder me ver. Eu sou o socorro, se você se deixar ser socorrido”.
(Na consciência vazia ocorre a reta ação, a ação do verdadeiro, não mais ação do centro morto, do ego. Essa é a ação original e natural do ser humano, perdida no tempo, buscada nas religiões, crenças e filosofias, até mesmo no mais simples ideal de felicidade. É a ação na simples ausencia do eu, do ego, é a ação da consciência vazia de conteúdo mental no ser humano. O Homem se integra a Realidade na ação, não é o ego que age, mais o poder e inteligência natural que passa a existir no corpo físico, como força não fracionada e não auto-identificada. O ego então é como um cego a procura da luz do sol, ou como um faminto projeta e imagina alimentos que não poderá comer. Pois tudo que ele imagina é pura criação de sua mente, sem estas criações, sem estas projeções, na ausencia de tudo isso surge a verdade, a luz, o alimento da vida em toda e qualquer relação cotidiana. A verdade está dentro de você, ego, mente pejada, que se cessar como movimento de coisas mortas de seu contudo mental, como consciência vazia você é a realidade. Esta compreensão faz Krishnamurti posteriormente evitar a repetição de palavras, frases, renovando-as sempre em seu falar, não permitindo formar ícones, renascendo sobre a destruição de todas elas, nada erigindo como construção do pensar na forma de mestres, santos deuses, etc., que tanto agradam a mente viciada na falsa segurança da suas próprias projeções )
A partir deste momento havia nele Vida, todo aquele que soube aproximar-se dele podia sentir a sua força nas reuniões. Daí por diante, ele falava com o coração, falava sem medo (sem seguir qualquer orientação) ele começou a falar da Verdade em si mesmo.
A "Estranha luminosidade”: Em uma reunião da Estrela em 1925 ele começou a falar do Mestre do Mundo, dizendo: "Ele vem unicamente para quem o deseja, para quem o deseja ansiosamente”. Seu semblante estava transtornado e foi observado que seu rosto, repentinamente tornou-se luminoso. Sua voz, agora falando na primeira pessoa, ressoou vibrante com força: "... e venho orientar aqueles que desejam a paz e a harmonia, que desejam felicidade, que estão ambicionando liberdade, que estão esperando encontrar a felicidade em todas as coisas. Eu venho para reformular e não para desmanchar tudo, venho, não para destruir, mas para construir”. Grande parte dos que assistiram o discurso do Senhor Maitreya, por intermédio do K, percebeu a mudança de tom e ensinamentos: "A memória do dia da reunião ficou gravada como se estivéssemos a observar uma jóia preciosa todo tempo, você olha, e isto provoca um grande entusiasmo. Então, quando ele voltar, e tenho certeza que voltará logo, isto será para todos um grande acontecimento e mais uma ocasião impar. Eu sinto que sou como de um vaso de cristal, um jarro que tem sido limpo e agora alguém no mundo pode colocar uma flor bela nele e aquela flor no vaso e nunca morrerá."
Reação da Sociedade Teosófica: Enorme e ampla publicidade foi dada a ele após o fenômeno da estranha luminosidade e alteração de voz, isto, infelizmente, unicamente serviu para aumentar as desavenças existentes na Sociedade. Alguns teosofistas foram reclamar melhor classificação da hierarquia no mundo próximo que se anunciava, reclamando acessos aos mais altos níveis do mundo espiritual. A competição aumenta - um discípulo, reclama ter feito três avançados de iniciação em três dias. Estava apavorada a Sociedade Teosófica.
Às vezes divertindo-se e às vezes desanimado, K observa o tumulto que o circunda. Depois em discurso ele tentou mostrar aos seus companheiros um caminho mais verdadeiro - um caminho em direção ao interior, (psicológico) que recusava seguir a algo, por existir uma faísca de Deus (consciência inominada viva e vazia, atemporal) dentro de cada ser humano. Por outro lado ele começou a iniciar um relacionamento pessoal especial e diferente com o reino espiritual, onde cada vez menos ele fala de Maitreya ou dos Mestres ou qualquer outra entidade. Sua expressão ficou cada vez mais séria, restringida como se procurando alcançar algo além da realidade física, para tocar a fonte essencial de Existência que anima toda criação.
"Quando pequeno vi o Sri Krishna, com a flauta, ele era igual à imagem dos Hindus, porque minha mãe foi devota de Sri Krishna. Quando cresci, e encontrei-me com Leadbeater e com a Sociedade Teosófica, comecei ver o Mestre KH - outra vez pertencente ao ambiente que fui colocado - e o Mestre KH foi para mim o máximo. Mais tarde, comecei ver o Senhor Maitreya. Ultimamente, tenho visto o Buddha e isto tem sido meu deleite e minha glória ser Um com Ele”.
"Tenho sido muito questionado sobre os Mestres. Eu darei, uma explicação, que você interpretará como quiser. Para mim, isto é tudo - isto é Sri Krishna, isto é o Senhor KH, isto é o Senhor Maitreya, isto é o Buddha, e ainda isto, está além de todas essas (projeções) imagens. Importa a explicação que você dá?... Você questiona sobre o Mestre do Mundo que tem manifestado no corpo de uma pessoa certa, Krishnamurti, mas no mundo ninguém mais terá dificuldade em responder sobre esta pergunta. Meu mestre, meu amado são os céus abertos, a flor, TODO ser o humano. Eu tenho estado unido com meu Mestre, meu amado e vaguearemos juntos por toda a terra... você não compreenderá, até que seja capaz de vê-lO em todo animal, em toda lâmina de grama, em toda pessoa que está sofrendo, em todo individuo."
(O sentimento de compaixão surge da impessoalidade da consciência do homem onde todo o sofrimento e dor do mundo está dentro e é responsabilidade de cada um de nós, na auto-compreensão descontinua instante a instante onde só a unidade existe.)
A Renúncia: Ele começou a se distanciar dos ensinamentos da sociedade teosófica, e previu: "Todos, me abandonarão”. Ele começou chamar suas experiências com os Mestres de "incidentes" (versão cultural eufemismo de situações mentais projetadas) descreveu os ritos de iniciação (formação de ambiente propício às projeções desejadas) como completamente irrelevantes desprovidos de valor para a pesquisa da verdade.
"Se você procurar a verdade, você deve sair para longe das limitações da mente humana e do coração e lá descobrirá que aquela verdade está dentro você mesmo. Isto não é muito simples para quem está fazendo da vida, de si mesmo uma meta (sonhos, fantasias, esperanças). Para que para ter mediadores, gurus, se inevitavelmente vivem (repetindo coisas mortas) abaixo da verdade?”
Os Ensinamentos: Seus ensinamentos se voltaram aos temas de liberdade pessoal e consciência, medo, morte, amor, pensamento, segurança, e tempo. Cada tema assinalado como uma prisão, onde a humanidade pode escolher outra forma de viver, movendo-se para além de sua limitação ou permanecer um prisioneiro. Suas visões são aterradoras porque são totalmente honestas. Ele mostra que a experiência, quando não baseada em observação pura, facilmente se torna deturpada porque o pensamento introduz o passado com seu acúmulo de culpa e dor; ou o futuro, com seus interesses constantes a serem mantidos derivados do passado.
Utopias e visões de perfeição pessoal o paraíso prometido do monge e do santo, roubam a força e a realidade do presente. Em cada descrição de cada quadro, aponta-nos uma via de escape da dor do mundo. Esta dor não foi inventada por um Deus descuidado, mas por cada ser humano que ocupa a terra, e como tal, cada um é responsável por sua resolução.
Em uma pessoa consciente e pura nasce a solução do mundo. K chama isto consciência do condicionamento, uma aceitação que vê a vida sem resistência ou preconceito, sem buscar quaisquer meios possíveis de fuga. Isto provoca um estado de honestidade, de sanidade mental, tornando-se penetrantes e agudos o coração e mente de quem o possui. A humanidade pode decidir entre a verdade e a falsidade, pode por si mesma alcançar o todo em sua glória, e todo em sua vergonha, mas tem começar cada ser humano por si mesmo a libertar-se.
A presença da energia: Muitas pessoas podiam notar a energia que circundava K onde quer que ele estivesse. Em momentos de intimidade, compartilhado com os amigos, K poderia repentinamente parar e dizer: "Você sente isto no quarto?" Lutyens uma vez perguntou a ele: "Que é esta coisa? Eu sei que você tem se sentido sempre protegido, mas o que é isto que protege você?" "Isto está lá, como se estivesse atrás da cortina”, ele respondeu, esticando a mão: "Eu podia descobrir, mas faz parte de mim”.
Em 1961, registrou e guardou notas da presença de "esta coisa" que ele chamou por muitos nomes – a “Imensidão", “Benção”, "Energia", o "Sagrado", o "Santificado". As visitas desta "força” sempre foram ligadas ao "processo", e acompanhado por dores, que ele nunca combateu e resistiu. As notas foram escritas em lápis com raras rasuras e foram publicadas como “Diário do Krishnamurti”, editado no Brasil pela Cultrix, e “Periódico do Krishnamurti”. Eles são poesia, o mais alto privilégio compartilhado da comunhão da alma infinita com a humanidade.
"O quarto ficou cheio daquela benção, era o centro de a toda criação; era de uma seriedade e santidade que tudo purificou, limpando o cérebro de todo pensamento e sentimento; tal seriedade dessa energia, que com a força de um relâmpago destrói e queima todas as impurezas; a profundidade atingida não podia ser medida, era impenetrável, imóvel, paradisíaca... Havia dignidade impenetrável e uma paz que era a essência de todo movimento e ação. Nenhuma virtude era tão intocável, era completamente ímpar e tinha a sutileza de todas as coisas novas, vulneráveis, destrutíveis de pureza incalculável sempre agonizantemente bela”.
"... de repente, uma imensidão desconhecida se fez presente, não unicamente no quarto, mas além no fundo, nos recessos íntimos do ser, e mais uma vez estava na mente... aquela imensidão que nenhuma marca deixava, estava firme lá, límpida, impenetrável, forte e insondável cuja intensidade não deixava nenhuma marca, nenhuma cinza. Isto era a bem-aventurança!”.
Fez anotações durante 12 anos até quando ele tinha 85 anos, descrevendo a culminação de uma meditação que tinha vindo para ele na profundeza da noite a muitos anos atrás: Uma noite, um silencio estranho invadiu a mente... era alguma coisa totalmente nova, um movimento diferente. O movimento tinha alcançado a fonte de toda energia. Isso não deve ser confundido com qualquer caminho do pensamento, como Deus ou o mais alto princípio, o Brahman, que são as projeções da mente humana forjada pelo medo e ambição, pois o pensamento deseja a segurança total. Isto esta além daquelas coisas, o desejo pode não alcançar, palavras não conseguem decifrar, nem o pensamento alcançar, isto em si mesmo. Alguém pode perguntar com que garantia você declara que isto é a fonte de toda energia? Alguém apenas pode responder com humildade completa, que “isto é tudo”, só e nada mais.
Quem é Krishnamurti? Mary Lutyens conhecia o K, desde seus três anos de idade. Sua família teve uma ligação forte e íntima com a vida dele. Mesmo assim ela nunca pode compreender a razão da sua essência e vitalidade mental. No final do livro “Krishnamurti: Os Anos de Realização”, ela registra uma investigação de "o fenômeno de K".
Como, ela perguntou, pôde tal um menino do sonhador, às vezes considerado retardado, produz algo tão original e iluminados ensinamentos? Existe um manancial universal de conhecimentos e ele aprendeu a recolher de lá? Ele é o produto de um processo evolucionário, ou foi desenvolvido através de muitas vidas? Ou será verdade que Maitreya tinha habitado nele ou pelo menos no seu conhecimento por todos esse tempo?
K havia pensado provavelmente ter descoberto que nenhum caminho (da mente como idéia) que ele trilhasse podia dar uma resposta, "Água nunca pode descobrir o que é a água”, mas ele encorajou outros a explorar. "Se você descobrir”, ele disse, "Eu confirmo”. Dois aspectos vitais estiveram presentes: a mente desocupada (vazia de conteúdo algum) que tinha desde a infância, e o sentido de proteção ele tinha sempre conhecido e observado.
Referindo para ele mesmo, K disse: "Como é que pode acontecer que a mente desocupada não ser preenchida com os ensinamentos de Teosofia, e etc?... Por ele não se tornou um ser humano intratável com tanta adulação e proteção que recebeu? Ou por não ele tornou-se amargo, cínico?... Através da vida este vazio o tem vigiado, protegido. Quando entro dentro um avião, sei nada acontecerá... Isto é extraordinário”.
"Isto poderia ser simples se nós dissermos que o Senhor Maitreya havia preparado este corpo, guardando e mantendo-o desocupado. Mas poderia ser a explicação muito simples, e suspeita. Outra explicação é que ego de K pôde ter estado em contato e tocado o Maitreya e o Buddha e disse, 'Digo-lhe em sussurros: isso é mais importante que qualquer coisa do homem. Mas é suspeito isso também, pois implica em muita superstição e não é correto de forma alguma. O Senhor Maitreya viu este corpo com o ego o mínimo, desejando manifestar através dele, o manteve incontaminado... Mas, é a verdade? Eu não sei. Eu realmente não sei. Outra coisa peculiar nisso é que K tem sempre se sentiu atraído ao Buddha... E as visões do Buddha? E do Senhor Maitreya?”.
Lutyens perguntou sobre seu ensinamento: Eles foram feitos por você, ou pela força misteriosa? Ele respondeu: "Vamos deixar isso claro. Se deliberadamente sentei para escrever isto, duvido se poderia produzir isto. O trabalho desses, sem ter a instrução adequada, sem estudo, como ele teria condições de fazer?... Será isto... – qual é o termo bíblico? - revelação. Isto porem acontece todo o tempo quando estou falando. Há um sentido de vácuo e então alguma coisa atende e executa”.
Há um elemento novo em tudo isso, que não foi realizado pelo homem, retirado de seu pensamento, algo não previsto... Se você pergunta o que isto, onde está, isto não poderei responder. A resposta poderia ser: 'Você é o vazio’... Nós estamos descobrindo um mistério?
No momento você compreende isto, deixa de ser um grande mistério. Mas o sagrado não é não um mistério. Assim nós estamos tentando descobrir o mistério que nos conduz para a fonte.
Lutyens foi inclinada pensar que K tinha realmente sido utilizado por alguma coisa do exterior. Pois desde 1922, o K nunca podia explicar que pensamento poderia que existir além da mente. (Como explicar a consciência sem conteúdo algum, o vazio de algo, o vivo atemporal, se a natureza da consciência é existir no tempo como passado?) Talvez a liberdade e o mistério da mente do K não causassem algum risco físico relacionado a tempo e espaço, talvez em viagem através das terras desconhecidas da mente, resida em ambas, beleza eterna e comunhão com toda existência. Quando aquela terra é encontrada, então seu segredo é revelado.
A morte: Krishnamurti morreu de câncer em 17 de fevereiro de 1986 com idade de 90 anos, em Ojai, Califórnia, no início da madrugada foi cremado em Ventura às 8 horas da manhã do mesmo dia. Ele estava rodeado apenas por punhado de amigos. Seu corpo foi envolto em seda e cremado com uma camélia branca (acho que deveria ter colocado um Lótus branco) nos seus pés. Suas cinzas foram distribuías para serem espalhadas nos locais que ele amava, Ojai, Brockwood e na Índia onde foram jogadas no rio Ganges de modo que ninguém jamais poderia erigir um templo em sua homenagem.
Freqüentemente ele se admirava que sua vida tenha sido de tantos sofrimentos, não só para ele bem como para todos que o acompanhavam. Mas, até o final, nunca deixou de ensinar, sabia que grandes homens trabalham incansável e silenciosamente para humanidade e anônima e freqüentemente também testemunham suas próprias dores.
Ele disse que a "Presença" esteve com ele todo o tempo, nos últimos anos de sua vida o véu que esteve a ocultar sua percepção deve ter se tornado transparente. Representando sua morte apenas o ultimo e pequeno passo a cumprir além daquele véu, e sua entrada dentro a vida além era quase uma partida imperceptível diante da vida que ele tinha dado ao mundo.
Fim

Suméria - Glossário


Diariamente, adore seu/sua Deus(a) pessoal
Com oferendas, preces e incenso perfumado
Dê seu coração ao seu Deus/sua Deusa,
Pois Ele/Ela foi o/a Escolhido/a para ser seu Deus/sua Deusa pessoal.
Preces, súplicas, erguer a mão num cumprimento,
Tais atos deves ofertar a cada manhã
Para que seu poder seja maior,
E desta maneira você, através do seu Espírito Protetor, ter enorme sucesso.

Provérbio Babilônico


Absu (Apsu, Abzu, Apzu): Literalmente, água doce. Na cosmologia suméria, o imenso espaço e fonte das águas primordiais, onde mora Ab, o pai das águas e senhor da sabedoria. Na cosmologia babilônica, o marido de Tiamat, pai dos primeiros deuses, e após a morte deste, o reino das águas doces subterrâneas, lar de Ea e dos Sete Sábios. Também é nome do templo de Ea em Eridu.

Abubu: Personificação do dilúvio como arma, torrentes e enchentes. Usado como um epíteto e como arma por vários deuses, como Ninurta, Nergal e Adad. Também descrita como a voz de Humbaba.

Adad (Sumério Ishkur, Semítico Oriental Hadad, Adar, e Addu, também Rimmon, Ramman, "o que faz a terra tremer"): Deus das tempestades, controlador de canais de irrigação e filho de Anu. Deus dos relâmpados, chuva e da fertilidade. Identificado pelos romanos com Jupiter. No Épico de Gilgamesh, o deus dos ventos, trovões e tempestades. Símbolo: touro e relâmpado. Deus oracular. Centro de culto: Aleppo.
Na Mesopotâmia, sua presença surge após os tempos pré-Sargônidos. Reverenciado principlamente pelos povos ao Norte da Babilônia, conforme evidências encontradas nas cidades de Mari e Ebla. No segundo milênio antes de nossa era, Adad era o deus da cidade de Aleppo, mas em outras áreas da Síra, seu culto se funde com o de outros deuses do tempo, como BaalDagan.
Adad foi um deus importante na Assíria. Tiglath-Pilesar I construiu um santuário para ele e Anu na capital Ashur. Adad é freqüentemente invocado em maldições, bem como em documentos especiais e privados, como figura de proteção e advertência para todos.

Adapa (Uan, Oannes): De acordo com o mito, Adapa é filho do deus Ea/Enki, o deus da sabedoria, bem como também o Sacerdote-Rei de Eridu, a cidade mais antiga da Babilônia. Ele foi o primeirodos Apkallu, os Sete Sábios enviados por Ea, que trouxeram as artes e civilização para a humanidade. Enki deu a Adapa conhecimento, mas não a vida eterna. Adapa também era um pescador, e um dia, quando estava pescando para prover o templo de Ea, o Vento Sul, Sutu, entornou seu bote, atirando-o contra as rochas, e Adapa, furioso, quebrou a asa do Vento Sul. Por este ato, ele teve de responder frente a Anu nos céus. Ea aconselha Adapa a não beber ou comer da mesa de Anu, e com isto, Adapa acaba não recebendo a vida eterna. Adapa é o precursor do Adão bíblico, o primeiro homem.

Acádia (Ácade): Primeira cidade babilônica, escolhida e fundada por Sargão I em 2475 ANE.

Ácade/Acádio: Idioma semítico do leste, semelhante ao hebreu e ao árabe; inclui dialetos dos babilônicos assírios, escrito em sistema cuneiforme, que são sinais que possuem valores logográficos, silábicos e freqüentementerminativos. Idioma usado a cerca de 2400 a 100 Antes da Nossa Era (Antes de Cristo, AC).

Alala: Canção da colheita, ou talvez o deus a quem tal canção é dedicada.

Allat/Allatu: Deusa babilônica da cópula, esposa de Nergal. Veja Ereshkigal.

Allulu: Ser metade pássaro, metade humano, que amou Ishtar, e que teve suas asas quebradas.

Amurru: Deus principal dos Amoritas, chamado de Deus do Oeste da Natureza, mas de templos e atribuições ainda incertas. Nome do Vento do Oeste em acádio.

Anu: Deus sumério do firmamento, filho de Nammu, pai de Enlil, esposo de Ki. deus de Uruk, templo Eanna; filho de Anshar e Kishar, consorte de Ki/Antu, pai de Ellil, Adad, Gerra, Sharra, e (em algumas tradições) Ishtar. Seu vizir é o deus Ilabrat. Deus principal da geração mais antiga. Símbolo: coroa de chifres sob o sinal de templo/altar..

Angal (Ishtaran): Deus patrono de Der, a cidade ao leste do rio Tigre.

Anshan: Moderna Tell Malyan. Capital da civilização Iraniana antiga, próxima de Persepolis. Incluída na Lista dos Reis Sumérios.

Anshar: "Céu pleno," deus sumério e acádio da antiga geração, pai de Anu, geralmente tido como consorte de Kishar, e assimilado com Assur por semelhança fonética. Seu vizir é o deus Kakka

Antu (Antum, Anunitu): esposa de Anu in Uruk, mãe de Ishtar. Também chamado Anunitu, especially in Sippar.

Anunaki (Anunna, Anukki, Enunaki): Termo coletivo sumério e acádio para os deuses da fertilidade e do Mundo Subterrâneo, sob a liderança de Anu. Posteriormente, tornam-se juízes no Mundo Subterrâneo, algumas vezes identificados com os Apkalu. Algumas vezes também chamados de Igigi.

Anzu (Sumério Imdugug, Zu em acádio, também Azzu): Águia de cabeça de leão, porteiro de Enlil, nascido na montanha Hehe. Apresentado como o ladrão mal-intencionado no mito de Anzu, mas benevolente no épico sumério de Lugalbanda. Freqüentemente mostrado na iconografia na pose de "Mestre dos Animais". No mito babilônico Anzu, ele era o vizir do deus supremo Enlil. Um dia, quando Enlil estava-se banhando, Anzu roubou as tábuas do destino e escapou para o deserto. Aquele que possuísse as tábuas do Destino, tornava-se no regente do universo. Ea então pede à deusa-mãe Belet-Ili para dar à luz a um herói divino capaz de derrotar Anzu. Belet-Ili dá à luz a Ninurta, mandando-o então para a batalha. Depois de uma luta eletrizante, Ninurta espeta o pulmão de Anzu com uma flecha, recapturando as tábuas do destino. O épico termina com elogios a Ninurta.

Apkalu: De acordo com as tradições mesopotâmicas, e conhecidos apenas por referências indiretas e por Berossus, Ea mandou sete sábios divinos, Apkalu, sob a forma de peixes "puradu" (carpas?), vindos do Absu para ensinar as artes da civilização (sumério "me") para a humanidade antes do dilúvio. Seus nomes são:
1. Adapa (U-an, chamado Oannes por Berossus),
2. U-an duga,
3. E-me-duga,
4. En-me-galama,
5. En-me-bulaga,
6. An-Enlida,
7. Utu-abzu.
Cada um é conhecido por outros nomes ou epítetos, sendo equivalentes a um rei da época anti-diluviana, daí seus nomes coletivos de ‘conselheiros’ ou "muntalku". Nesta capacidade, a eles é dado o crédito de terem construído as muralhas da cidade. Responsáveis por habilidades técnicas, ficaram também conhecidos como artífices, "ummianu" termo que mostra um possível trocadilho com um dos nomes de Adapa ou U-an. Alguns deles foram poetas, sendo a eles atribuídos os épicos de Gilgamesh e Erra. Eles foram banidos de volta para o Abzu por terem desagradado a Enki. Após o dilúvio, certos grandes homens das letras e exorcistas receberam o status de sábios, mas apenas como mortais. Alguns deuses como Ishtar, Nabu e Marduk - também reivindicam o poder de controlar os sábios. Na iconografia, os sábios são mostrados como homens-peixe ou com atributos de pássaros apropriados a seres do Mundo Subterrâneo.

Arali (Arallu): Nome do deserto entre Bad-tibra e Uruk, onde Dumuzi foi aprisionado, e talvez também uma terra mítica onde se achava oura, conhecida como Harallum. Mais tarde também um nome para o Mundo Subterrâneo.

Aruru: Um dos nome da Gree Deusa Mãe na mitologia babilônica. Veja Ninhursag.

Asakku: Veja Demônios.

Asarluhi (também escrito Asalluhi, Asarluxi): Deus de Ku'ara, filho de Ea, assimilado por Marduk. Possui poderes mágicos e de cura, sendo muito evocado na literatura de encantos e mágica..

Ashnan: Deusa dos grãos e cereais, tal qual Ceres. Filha de Enlil. A ela, foram dados por Enki os campos férteis da Suméria. Deusa de gree poder, com um culto forte e tendo Shakkan por consorte.

Asqulalu (arma): Objeto ainda sem identificação definida, arma de atirar. A palavra também pode significar um planta e um fenômeno atmosférico.

Assur (Ashur): Deus nacional da Assíria, epíteto do Enlil Assírio. Substitui Marduk como herói do Enuma Elish, na versão assíria. Patrono da cidade de Assur.

Atrahasis: Em sumério, o mais sábio, o herói do mito do dilúvio. Ensinado pelo deus Enki/Ea para construir a arca e escapar das águas torrenciais. O venerável rei de Shuruppak (próximo a atual povoação de Tell Fara), pai de Uta-Napishtim, o Babilônico Noé. Epiteto de Utnapishtim, e de Adapa.

Aya (Ai): "Aurora," a esposa do deus-sol babilônico Shamash.

Aiabba:O mar, o oceano, em semítico. Veja Tiamat.

Babilônia (Babil): "Portal dos Deuses", capital dos Babilônicos, situada no rio Eufrates. Patrono: Marduk. Residência de grandes reis a partir do segundo milênio. Também chamada de Shuanna.

Babiloniaca: Veja Berossus.

Bel:Título, Senhor, adotado por vários deuses como cabeças de seus panteons locais. O termo se refere a Marduk na Babilônia, Assur na Assiria, e Ninurta no épico Anzu.

Belet Ili (Ninhursag): "Senhora de todos os deuses", nome da Grande Deusa Mãe. A grande Deusa-Mãe dos sumérios, consorte adorada de Enki. Deusa suméria do útero e das formas. Os deuses lhe pediram para criar os homens, para que estes pudessem trabalhar o solo e construir canais, e mulheres, para que estas gerassem as futuras gerações de servos dos deuses. Ela criou inicialmente sete homens e sete mulheres, e como resultado, após 600 anos, homens e mulheres já tinham-se tornado numerosos na terra. Os mitos mais importantes a ela atribuídos estarão aqui nestas páginas.

Belet-seri: "Senhora dos espaços abertos (onde residem os espíritos)" deusa que faz os registros do Mundo Subterrâneo. Epíteto: Escriba da Terra.

Belili:Um dos nomes da deusa Geshtin-anna, irmã de Dumuzi, esposa de Nin-gishzida. Epíteto: ‘ Aquela que sempre chora .

Berossus: Sacerdote de Marduk na Babilônia. Escreveu Babiloníaca em grego, a cerca de 281 ANE para Antióquio I, a fim de narrar as antigas tradições culturais da Mesopotâmia para os gregos. O trabalho apenas é conhecido em partes, de citações feitas por outros escritores gregos.

Birdu: Deus do Mundo Subterrâneo, consorte da deusa Manungal. Assimilado com Meslamta'ea, um nome de Nergal.

Homem-touro: Palavra kusarikku, anteriormente traduzida como bisão. Criatura composta, morta em combate no mar por Ninurta, e um dos seres mortos por Marduk no Enuma. Elish. Presente na iconografia a partir dos primeiros períodos dinásticos.

Caldeus: Habitantes da Caldéia ou Baixa Mesopotâmia, onde se encontra Ur (Genesis 11:28), uma cidade antiga dos sumérios. Foram os sumérios que inventaram a escrita, a astrologia e as artes mágicas no quarto milênio antes da nossa era. Os sumérios foram admirados até os tempos romanos por seus conhecimentos nas artes da adivinhação e interpretação de sonhos. Veja Magos.

Calendário: Os Sumérios provavelmente foram os primeiros povos a terem o calendário, um instrumento importantíssimo sem o qual a agricultura não poderia ser planejada de forma adequada. Havia doze meses lunares no ano, mas como os meses eram menores do que os nossos, em geral era adicionado um décimo-terceiro mês, chamado de Elul. A semana tinha sete dias; o dia, dividido em seis partes de duas horas de duração, contendo trinta partes. Os babilônicos mediam o tempo através de relógios do sol ou da água. Podemos ver que nosso sistema do ano de doze meses e da semana de sete dias deve muito aos mesopotâmicos. O ano começava no Equinócio da Primavera (final de março/abril) e tinha os seguintes meses: Nisan; Iyyar; Sivvan; Tammuz; Ab ; Elul; Tisri; Marchesvan; Kislev; Sebut; Adar.  

Damkina:"Esposa fiel", deusa suméria, consorte de Enki, deus do Absu em Eridu.

Dannina: "Fortaleza", termo para o Mundo Subterrâneo.

Demônios: Na antiga Babilônia, são mencionados muitos demônios nas tábuas de argila, ex. Alu, que esmagava pessoas adormecidas. A demonesa Lamastu, de face clara e relhas de burro, de seios expostos e presas venenosas, matava bebês ainda no seio de suas mães. Doenças e tristezas eram tidas como personificações de demônios, de ambos os sexos. Grupos de demônios são os seguintes:
Asakku: (Sumério Asag), sete criados por Anu e derrotados por by Ninurta, uma vitória também atribuída a Nergal Gallu, termo que originalmente se referia também a polícia local.
Sebitti, "Os Sete".
Nomes acádios:
Bennu "Ataques"
Idiptu "Vento"
Libu "Cascudo"
Lamashtu, demonesa, também uma doença
Mimma lemnu "Algo terrível"
Miqut "parada cardíaca"
Muttabriqu "relâmpagos"
Pasittu "Aquela que tudo elimina" (um epíteto de Lamashtu)
Ugallu (leão demônio)
Rabishu "Aquele que anda de joelhos"
Sidana "Vaciladores"
Suruppu, uma doença causada pelas águas das enchentes
Tirid "Expulsão"
Umma "Febre"
Umu, um demônio das tempestades.
Nomes sumérios::
Saghulhaza, "Aquele que traz o mal"
Guardiôes dos portais do Mundo Subterrâneo:
Engidudu (também um epiteto de Erra), Endushuba, Endukuga, Endashurimma, Ennugigi, Enuralla/Nerulla, Nerubea.

Der: Cidade a Leste do Tigre, no Norte da Babilônia. Deus patrono: Ishtaran.

Dilmun: Cidade ou localidade, provavelmente o nome sumério para o paraíso. Ver Enki e Ninhursag.

Dimkurkurra: "Criador de leis" epíteto sumério de Marduk no the Epic de Creation.

Guardiões do Mundo Subterrâneo: Engidudu (também um epíteto de Erra), Endushuba, Endukuga, Endashurimma, Ennugigi, Enuralla/Nerulla, Nerubea.

Duku: Montanha sagrada, nome smério para o local cósmico em Ubshuukkinakku, onde os deuses se reuniam para decidir os destinos, e presente em todos os templos das maiores divindades da Mesopotâmia.

Dumuzi: " Filho fiel", deus sumério deus, consorte de Ishtar, irmão de Geshtin-anna, rei-pastor de Uruk, guardião do portal dos céus de Anu, junto com Gishzida, e pescador de Ku'ara. Passa metade do ano no Mundo Subterrâneo. Nome pronunciado Du'uzi na Assiria; chamado Tammuz ina Babilônia e Adonis na Grécia. Ver O CICLO DE INANA neste site.

Dunnu: Cidadde nas proximidades de Isin e Larsa na Mesopotâmia Central e importante no Período Babilônico Antigo.

Duranki: Elo entre o céu e a terra, nome do templo de Enlil e também usado para o próprio deus do Ar.

E-akkil: Templo do deus Pappsukkal em Kish.

Eanna: " Morada dos Céus", nome do templo de Anu e Ishtar em Uruk, também chamado de "Puro Tesouro".

Earth: Grande deusa na Teogonia de Dunnu; e um nome para Mundo Subterrâneo.

Ea-sharru: "Ea o rei" , ou nome de Enki.

Ea-engurra: Templo do deus Ea em Eridu.

Educação: Em geral, a educação de um jovem babilônico, de ambos os sexos e das camadas mais elevadas, envolvia o treinamento como escriba. Sabe-se que mulheres ricas tinham considerável liberdade e influência na Mesopotâmia. A educação de um ou uma estudante começava aos oito ou nove anos de idade. Após levantar-se ao nascer do sol, o estudante levava seu lanche para a escola, que era em geral conhecida como a "casa das tábuas". Na casa das tábuas [de escrita cuneiforme] ele encontrava seu(sua) professor(a). O diretor da escola, ou seja, a pessoa de cargo mais importante, tinha um título que pode ser traduzido como Especialista. Diferentes professores especializavam-se nos vários aspectos da cultura e da escrita da região. Em geral, um estudante mais velho tinha sob seus cuidados um estudante mais jovem. Os trabalhos estudantis em geral constituíam em fazer cópias de material contido em tábuas existentes, sendo que estas cópias eram feitas em tábuas de argila molhada. O objetivo da educação era obter o grau de escriba, e entender a linguagem dos homens e dos deuses.

E-galgina: "O palácio do Todo Sempre" nome de um local no Mundo Subterrâneo.

E-galmah: Templo da deusa Gula em Isin.

E-igi-kalama: Templo de Lugal-Marada em Marad.

E-halanki: Altar da deusa Zarpanitum na Babilônia.

Ekur: "Morada da Montanha" O templo do deus Enlil em Nippur, onde nasceu Ninurta.

E-kurmah: "Grande Morada da Montanha" o templo de Ninazu.

Elam: Pais ao Leste da Babilônia no Iraque moderno. Cidades importantes: Susa e Anshan. Idioma não é identificado com qualquer grupo conhecido, escrito em cuneiforme.

Ellil (Illil, Sumério Enlil): Deus sumério deus, cujos atributos e natureza ainda são incertos. O mais importante da geração mais nova dos deuses sumérios e acádios. Centro de culto Nippur. Templo chamado Ekur. Esposa: Ninlil/Mulittu; filho Ninurta. A interpretação antiga de seu nome como Senhor Vento/Ar é incerta. Epítetos: Rei das terras populosas. Símbolo: coroa em forma de chifre sobre o sinal de altar. Filho de Anu e Ki. Veja também Anzu, Ninurta.

E-meslam: Templo de Nergal em Kutha.

Enbilulu: Deus sumério deus da irrigação, canais e agricultura. Assimilado com Adad na Babilônia.

Engidudu: Veja Demônios e Erra.

E-nimma-anku: Nome de um templo desconhecido.

E-ninnu: "House de Fifty" Templo de Ningirsu in Girsu.

Enki: Sumério deus das águas doces, da sabedoria e das artes, que podia trazer os mortos à vida, pois dele era toda a fonte do conhecimento mágico da vida e da imortalidade. Adorado principalmente em Eridu, uma das primeiras cidades do mundo, e chamado de Ea na Babilônico, Rei do Absu. Enki possuía o secredo dos "me", termo que significa 'cultura, civilização", cuja base é o progresso pelo conhecimento que deve liderar a humanidade. Ele trouxe a civilização para as pessoas e assinalou a cada um o seu destino. Enki criou a ordem do universo, encheu os rios de peixes, inventou o arado para que os fazendeiros pudessem trabalhar a terra e criar gado. Enki saiu das águas do Golfo Pérsico como deus dos peixes. Sua esposa é Ninhursag.Veja Ea; ver também Enki e Ereshkigal; Enki e Inana. Ver MITOS DE ENKI neste site.

Enkidu (Previamente Ea-bani): Irmão de alma de Gilgamesh, o homem selvagem primitivo que se torna civilizado pela intercessão de uma iniciada do templo de Inana/Ishtar. Assimilado em parte por Shakkan como mestre dos animais e parte com Lahmu, como o herói primitivo.

Enkimdu: Deus sumério dos fazendeiros, proprietários de terra e agricultores.

Enkurkur: Senhor da Terra, título sumério.

EnlilNa mitologia suméria, o mais importante e poderoso da nova geração dos deuses, o deus dos ares que também rege sobre a terra.

Enmesharra: Deus do Mundo Subterrâneo.

Enugi: Deus sumério da irrigação, dos canais, diques e atendente de Enlil.

Enushirgal Templo do deus da Lua em Ur.

Ereshkigal(Ninmenna): "Rainha da grande terra", "Rainha da Terra", irmã de Ishtar, esposa de Nergal, mãe de Ninazu. A babilônica Perséfone, esposa de Nergal, a deusa dos mortos do Mundo Subterrâneo. Muitoa hinos são dedicados a ela. Ver o mito de Nergal e Ereshkigal, e Eridan: Rio do Mundo Subterrâneo.

Eridu: Cidade muito antiga, ás margens do Golfo da Arábia. Também o nome de um bairro da Babilônia. Centro de culto do deus Ea/Enki.

Erkalla: "Grande cidade" Veja Mundo Subterrâneo.

Erra: Deus da guerra, da caça e das pragas. Etimologia "terra ardente" provavelmente incorreta. Assimilado com Nergal e Gerra. Templo Emeslam na cidade de Kutha. Epíteto Engidudu "Senhor que caça na noite". Veja Nergal. Deus babilônico da guerra, da morte e outros desastres. Seu maior aliado é a fome causada pelas secas. Pode ser identificado com Nergal, o deus da morte. Ele expressa a morte simbolicamente como letargia e estupor. A guerra tem sido sempre uma grande causa de morte ao longo de toda história da Mesopotâmia. Um dos primeiros poemas épicos a serem descobertos e gravados em tábuas de argila é o Épico de Erra. No início deste épico, Erra senta-se em seu trono no palácio, enquanto que suas armas, que são na realidade o espelho do deus, ou os demônios, Sibiti, se queixam da inatividade de seu senhor. Erra convence então o deus da Babilônia a visitar o Abzu. Erra está a ponto de destruir a Babilônia, quando o velho Ishum, ministro de Marduk, lhe diz: "Aqueles que fazem a guerra são ignorantes / A guerra mata os sacerdotes e os que não tem pecado." E apesar de Erra ter começcado a destruição da terra, ele é pacificado pelo sábio ministro, chamando seus cães de guerra de volta para si. Marduk retorna e tudo acaba em paz.

Erragal, Erakal: Provavelmente outro nome para Nergal, significando Erra, o grande. Provavelmente pronunciado como Herakles em grego.

E-sagila: Templo de Marduk na Babilônia, a "morada do céu e da terra".

E-sharra: Nome de vários templos, incluindo o de Anu em Uruk e de Assur na cidade do mesmo nome.

Eshgalla: "Grande Altar"

Eshnuna: Reino ao leste do rio Tigre, incluiu Ishchali, onde material com o mito de Gilgamesh foi escavado, e Tell Hadad, onde foi encontrado o mito de Erra e Ishum..

E-sizkur: "Morada da prece".

E-sikil: "Pura morada", nome do templo de Tishpak (anteriormente de Ninazu) em Eshnuna.

Etana: 12º Rei de Kish após o Dilúvio, pai de Balih; 13º rei-deus da dinastia suméria que reinou na cidade de Kish. Apesar de ter sido escolhido por Anu e rezar diariamente para Shamash, pedindo por um herdeiro, Etana não tinha filhos. Shamash disse-lhe então para libertar uma águia, que havia sido aprisionada por uma serpente. Etana libertou a águia, e esta, em gratidão, carregou o rei nas costas até os céus. Lá, Etana, em frente ao trono de Ishtar, suplicou por um filho. Ishtar dá a ele a planta do nascimento, que Etana provavelmente teve de comer juntamente com sua esposa. Sabemos que finalmente Etana teve um filho. Foi encontrado um épico incompleto sobre Etana.

E-temen-anki: Nome da grande torre Ziggurat de Marduk na Babilônia.

E-ugal:Nome de the templo de Ellil in Dur-Kurigalzu (Veja também Parsay).

Eufrates:Rio da Mesopotamia. Nome acádio:Purattu, e hittite Mala.

Gerra: Sumério Gibil, deus do fogo, assimilated with Erra e Nergal, filho de Anu e Anunitu.

Gilgamesh (Bilgamesh, Galgamishul, anteriormente também escrito/lido como Izdubar): Rei de Uruk, filho de Lugalbea e Ninsun no épico do mesmo nome. Nome pode significar "o antigo ancestral tornado jovem" em sumério. Chamado de deus em alguns textos antigos. Epíteto mais recente: Rei da Terra.

 Girsu: Importante cidade sSuméria do terceiro milênio antes da nossa era. Deus patrono: Ningirsu.

Gishzida (Gizzida, Nin-gishzida): "Madeira de confiança", deus sumério em geral colocado no mesmo patamar de Dumuzi, filho de o de Ninazu, consorte de Belili, guardião dos portais de Anu. Centro de culto: Gishbea, entre Lagash e Ur. Símbolo: serpente coroada.
.Gudéia: Regente da cidade de Lagash c. 2199-2180 BC. Autor de longas inscrições em sumério.

Gushkin-bea: Nome do deus patrono da metalurgia.

Gucianos:Inimigos bárbaros das cidades mesopotâmicas, que causaram muita destruição no terceiro milênio antes da nossa era.

Haharanu:Um deus, funções e significado do nome desconhecidos.

Hamurabi: Rei da Babilônia 1848-1806 ANE. Autor do famoso código de leis.

Hanigalbat: Nome dado ao reino huriano de Mitani, a Noroeste da Assíria.

Hayyashum: Um deus, de função e significado do nome ainda incerto.

Hehe: Nome de uma montanha mitológica, local de nascimento de Anu.

Hendursanga: "Ldety mace" epithet de Ishum as herald de Sumer.

Homem-Mulher Escorpião: Criaturas compostas, algumas vezes benéficas ao homem. Guardiôes da montanha Mashu. Na mitologia suméria, os guardiões da terra dos imortais. Um dos desafios enfrentados por Gilgamesh em sua busca pela imortalidade

Escravos: Uma grande parte dos trabalhos era feita por escravos. Um homem pobre em geral não os tinha, mas reis e templos tinham muitos deles. Escravos eram marcados, e tinham cabelos curtos, para serem logo identificados, se fugissem. Escravos eram em geral estrangeiros capturados em batalhas e seus descendentes. Havia, entretanto, várias formas de ganhar a liberdade (ver Código de Hamurabi). Por exemplo, se um escravo se casasse com uma mulher livre, ele adquiria liberdade. A vida de escravo podia Ter vantagens, pois em geral escravos eram propriedade de pessoas de posses, e portanto, melhor do que a vida de uma pessoa livre, mas muito probre.

Horticultura: A maior cultura, principalmente na Babilônia, era a cevada, que começava a ser cultivada em Julho ou Agosto. Os campos eram primeiramente arados e trabalhados para tornar a terra seca e lamacenta própria para agricultura. Antes de dezembro começava a plantação. O implemento mais usado era chamado de arado plantadeira. O arado criava uma abertura na qual a semente era jogada usando um funil. Uma pessoa caminhava ao lado do arado plantadeira, colocando a semente em intervalos regulares. Isto significa que todas as sementes eram enterradas a igualmente a uma certa profundidade. Este implemento só passou a ser conhecido e usado na Grã-Bretanha, por exemplo, na época medieval (cerca de 1600 da nossa era.). Entre a plantação e a colheita, havia o uso intensivo da irrigação. Em Maio, começava a colheita, para a qual era em geral necessário alocar mais mão de obra, ex. escravos e crianças, ou seja, os filhos do fazendeiro. Os trabalhos eram feitos em grupo, onde a primeira pessoa cortava a cevada, a Segunda juntava o material e a terceira o empilhava. Os últimos estágios, que exigiam habilidade considerável, eram a separação e seleção dos grãos

Hubur: Em sumério, o rio Ilurugu, situado no Mundo Subterrâneo, um rio de provações usado para resolver disputas. A mesma palavra dá o nome a um afluente do rio Eufrates na Síria.

Humbaba (Humwawa):Guardião da floresta dos pinheiros, derrotado por Gilgamesh e Enkidu, ancestral das Górgonas gregas. Sua voz é chamada de arma de Abubu.

Hurabtil:Deus elamita, também chamado Lahurabtil.

Igigi: Termo sumério para os grandes deuses e deusas da geração mais nova, liderados por Enlil, freqüentemente identificados com os Anunaki.

Ilabrat: Vizir de Anu.

Illil: Veja Ellil/Enlil.

Imdugug: Veja Anzu.

Imgur-Ellil: Nome das muralhas defensoras da Babilônia.

Irnini (Irnina):Deusa da guerra assimilada por Ishtar.

Ishara: Deusa do casamento e do parto, protetora de juramentos. Centro de culto: Kisurra na Babilônia. Símbolo: escorpião.

Ishkur:Veja Adad.

Inana/Ishtar:1. Grande deusa suméria do amor e da guerra, cujo consorte é Dumuzi. 2. Deusa babilônica, "Senhora do Céu e da Terra". Na tradição de Uruk, filha de Ningal e Nana, irmã do deus Sol Utu. Símbolos: roseta, estrela matutina e vespertina. A divindade feminina mais fascinante da Mesopotâmia, Amante e Amada por excelência, consorte sagrada de monarcas. Identificada com a egípcia Isis, com a grega Vênus/Afrodite, com a fenícia Astarte e com a cananéia Astoret. Na Babilônia, a deusa de maior culto, sendo que pelo monumental Portal de Ishtar era um dos portais da cidade. Esposa de Dumuzi/Tamuz, sendo personagem de muitos mitos importantes e hinos. O leão, o touro e dragões também são animais consagrados a ela. Ver CICLO DE INANA, neste site, tradução do trabalho magistral de Kramer e Wolkstein (1983).

Irkalla: Nome babilônico para a deusa do Mundo Subterrâneo. Veja Ereshkigal.

Ishkhara: Deusa babilônica do amor, sacerdotisa de Ishtar.

Ishtaran:Veja Angal.

Ishullanu: Jardineiro do deus sumério Anu, que oferecia cestas de tâmaras para Ishtar, por quem era apaixonado. Por ter sido extremamente possessivo com relação a ela, Ishtar transforma-o num sapo.

Ishum: Deus do fogo e conselheiro de Erra. Assimilado com Hendursanga. Sábio ministro de Marduk no épico de Erra.

Kabti-ilani-marduk: Descendente de Dabibi, autor de Erra e Ishum.

Kakka: Vizir e ministro de Anu. Personagem de grande importância no mito de Nergal e Ereshkigal.

Kaksisa: Deus babilônico das estrelas; Sirius.

Kalah: Moderna Nimrud, capital dos reis assírio no início do primeiro milênio antes da nossa era. Centro de culto de Ninurta.

Kalkal: Guradião de Enlil em n Nippur.

Kar-usakar: Cáis da lua crescente em Eridu.

(K)huluppu: A Árvore da Vida na cosmologia babilônica, encontrada às margens do rio Eufrates. Sua madeira tem poderes medicinais. Ver A Árvore de Hulupu em O Ciclo de Inana.

KiDeusa suméria da terra, mãe de Enlil, o deus dos ventos e do ar.

Kish: Antiga cidade, a primeira a se obter emancipação após o dilúvio, de acordo com a Lista de Reis Sumérios. A parte leste da Babilônia ligava-se a Kish por um canal. Centro de culto de Inanna/Ishtar (templo E-hursag-kalama) e Zababa (templo E-mete-ursag). Veja Etana.

Kishar: Deus da geração antiga, consorte de Anshar.

Kullab: Nome de bairro de Uruk e também da Babilônia.

Kush: Deus dos rebanhos.

Kutha: Centro de culto de Nergal, cidade near Babilônia. Templo Emeslam.

Lamashtu: Veja demônios.

Lugalbanda: Pai de Gilgamesh,rei de Uruk, filho de Emerkar, herói endeusado de muitas histórias sumérias. Consorte de the deusa Ninsun, nativo de Kullab, bairro da cidade da Babilônia..

Lugal-dimmer-ankia: Sumério title "Rei de the deuss de heaven e earth"

Marduk (Assírio: Assur; Sumério: Enlil; Grego: Zeus): Deus patrono da Babilônia, consorte de Zarpanitum. Templo Esagila, zigurate E-temen-anki. Epíteto: Bel (Senhor). Protetor da agricultura, da justiça e do direito. Filho de Enki/Ea, pai de Nabu, criou ventos e tempestades como Zeus. Também lutou e venceu Tiamat para criar a ordem e o universo. Personagem principal do mito da criação Babilônica, outro grande épico mesopotâmico, chamdo de Enuma Elish.

Mashu: Montanha nos confins do mundo, onde o sol nasce. Guardada por seres metade humanos, metade escorpiões. Nome significa gêmeo. Ver A Cura de Gilgamesh.

Melqart: Deus fenício, equivalente a Nergal. Nome significa "Senhor da Cidade" Patrono de Tira. .

Muhra: face que olha nas duas direções, nome dos guardiões do Mundo Subterrâneo.Veja também Ushmu.

Mulliltu, Mullita: Deusa babilônica deusa, chamada Mullissu em assírio, Ninlil em sumério, e Mylitta em Grego. Consorte de Ellil e Assur. Venerada em Nippur. Ver Enlil e Ninlil.

Mummu: Vizir do Absu.

Mundo Subterrâneo: Conhecido por diversos nomes: A fortaleza de Danina; Arali; Kutha (cidade da qual Nergal era patrono); Meslam (templo de Nergal em Kutha); As Regiões Inferiores: saplatu; O Grande Local: kigallu, gingal; Terra da Qual não se Retorna: Kurnugi; Grande cidade: Erkalla; Grande Portal, chamado Ganzir, palácio Egalgina. Regido por Ereshkigal e Nergal; tendo Belet-Seri. Como escriba. Juízes: os Anunnaki e Gilgamesh.

Mushussu: "Serpente rubra/furiosa" , dragão ou monstro composto. Símbolo de Marduk.

Música:- era principalmente usada para acompanhar o relato de uma história ou para entoar um verso. Era usada tanto para cerimônias religiosas como entretenimento. A maior parte delas era acompanhada por instrumentos, como a flauta de junco, a lira, o tambor e tamborins, a trombeta e a harpa

Nabu (Nebo): Deus da escrita e da sabedoria. Templos chamado Ezida, possuindo altares importantes nas cidades de Borsipa, Suza e Tashmetum. Culto começa a Ter proeminência a partir do século VIII antes da nossa era. Como o deus mesopotâmico da linguage, eloqüência e sabedoria, era o padroeiro dos escribas (homens e mulheres). Filho de Marduk, tinha como esposa Nidaba, também deusa da escrita e dos escribas, como mensageiro dos deuses ele podia ser comparado a Hermes. Adorado pelos babilônicos, e um exemplo disso é o nome do famoso imperador Nabucodonossor, que quer dizer literalmente "Nabu triunfa".

 Nabunassar (Nabu-nasir): Rei da Babilônia 747-734 BC, período no qual se acredita ter iniciado uma grande prosperidade.

Namu: Deusa-mãe suméria, mãe de Enki e Ereshkigal. Deusa dos Mares, que criou o céu e a terra.

NanaDeus sumério da Lua, da cidade de Ur, amado de Ningal. Sumério moon-deus de the cidade de Ur. Também chamado Sin, filho de Enlil e Ninlil.

Nedu/Neti: "Doorkeeper" nome de the doorkeeper de the Mundo Subterrâneo.

NergalTambém pronunciado Erakal, "Lord de Erkalla (the grande cidade)", escolhido de Ereshkigal no mito "Nergal e Ereshkigal" . Assimilado com Erra, com muitos aspectos depois assimilados pelo grego Hércules. Templo Emeslam. Parcialmente assimilado com Gilgamesh como juíz do Mundo Subterrâneo, e com Ninurta.

Ninazu: Deus de Eshnunna. Templo chamado E-sikil e E-kurmah. Filho de Enlil e Ninlil, concebido durante a descida de Enlil e Ninlil ao Mundo Subterrâneo, pai de Ningishzida. Substituído por Tishpak como patrono de Eshnunna. Deus babilônico da cura, mágica e encantamentos.

Nínive: Capital dos reis assírios, nos séculos sétimo e oitavo antes da nossa era. Centro de culto de Ishtar.

NingalAmada consorte de Nana/Suen, o deus da Lua, mãe de Utu, o deus do Sol e Inana, a grande deusa do amor e da guerra.

Nin-shubur: Divindade feminina na Suméria, masculina em acádio. Vizir de Anu e de Ishtar. Assimilada com Ilabrat e Papsukkal. Ver Enki e Inanae A Descida de Inana.

Nummu (Ninsar): Deusa suméria das plantas, filha de Enki. Ela torna-se esposa de seu pai para dar à luz à deusa Ninkurra, que também se casa com seu avô Enki para conceber Uttu, a deusa dos teares e das aranhas. Ver mito de Enki e Ninhursag.

Nin-Sun: Deusa suméria e babilônica, da cidade de Uruk, mãe de Gilgamesh.

Nintu:Nome de Ninhursag.

Ninurta: Provavelmente pronunciado Nimrud e Enurta algumas vezes. Deus guerreiro sumério, vencedor heróico de muitas vitórias, deus da agricultura e da fertilidade. Filho de Ellil. Assimilado com Ningirsu. Templo: E-padun-tila , tendo talvez o seu templo principal situado em Nippur. Líder dos Anunaki no mito de Anzu. Como Marte, Ninurta é patrono daqueles que trabalham com cobre, os primeiros mineiros do planeta.

Nipur: cidade da Mesopotamia central, Centro de culto de Ellil, templo principal: Ekur.

Nisaba (Nissaba): Deusa suméria das artes do escriba, protetora das escolas, professores e estudantes. Seu símbolo é o cálamo, um tipo de junco duro, usado para escrever, colocado sobre o símbolo de altar. Ela também era considerada a deusa protetora da agricultura, da vegetação ordenada e da mágica.

Nisir: O monte bíblico Ararat, onde finalmente aportou a arca de Ut-Napishtim .

Nudimmud: Nome sumério de Ea como deus criador. Ver MITOS DE ENKI, neste site.

Nusku: Deus da luz, com importantes altares junto ao deus da lua em Harran e Neirab. Vizir de Anu e de Ellil. Símbolo: Lâmpada.

Oannes: Grego para Uan, um dos nomes de Adapa.

Oferendas: Oferendas de farinha, "mashatu" eram cozidas e espalhadas.; Oferendas de fumaça "qutrinnu", as quais os deuses podiam sentir o cheio nos céus.;Incenso ou "mussakku"; Oferendas de apresentação "taqribtu"; Oferendas de comida, "nindabu" freqüentementen de pão; Oferendas regulares "ginu"; Sacrifiícios, freqüentementen de ovelhas.

Pabilsag: Deus de Larak, cidade importante antes do Dilúvio.

Pagalguena: "Grande canal de Guenna (governador de Nippur)", outro t´tulo de Marduk no Enuma Elish.

Panigara (Pap-nigin-gara): Deus guerreiro, assimilado por Ninurta. Epiteto: "Senhor dos marcos de pedra."

Papsukkal: Vizier dos grandes deuses, templo E-akkil em Kish. Assimilado com Ilabrat e Ninshubur. Servia principalmente Enki.

Parsay: Nome de Dur-Kurigalzu, capital cassita, próxima a Bagdad.

Puzur-Amurri: "Secredo do Deus do Oeste" nome do barqueiro de Ut-napishtim durante o dilúvio no Épico de Gilgamesh.

Pazuzu: Demônio mesopotâmio do Vento Sul, com quatro asas e cabeça de leão 

Pukku: Na mitologia babilônica, o tambor que Ishtar deu a Gilgamesh. Ver A Árvore de Huluppu.

Puzur-Amurri: O navegador da arca babilônica.

Qingu (Reiu): Nome do líder da batalha do Enuma Elish que lutou do lado de Tiamat. Segura as Tábuas do Destino. Significado do nome desconhecido.

Ramman, Rimmon: "Aquele que faz a terra tremer," nome de Adad. Veja Adad.

Resheph: Deus sírio da guerra, com cabeça de gazela.

Rim-Sin: Rei de Larsa do período dinástico sumério. Rim-Sin excavou o rio Eufrates com suas mãos, pois ele foi um grande gigante.

Salbatanu: Deus babilônico e planeta Marte.

Sargão II: Rei da Assíria, 721-705 Antes da Nossa Era. Escreveu uma longa descrição de sua oitava campanha sob a forma de uma carta ao seu deus pessoal.

Sebitti: O grupo dos sete demônios que marcham com Erra para a guerra. As Plêiades. Demoníacos em algumas tradições, bons em outras. Filhos de Anu e Ki.

Senaqueribe: Rei da Assíria a cerca de 704-681 Antes da Nossa Era. Saqueou a Babilônia em 689 BC. Estabeleceu Nínive como sua capital, com palácio real e biblioteca.

Serpente: O predecessor mitológico da Serpente é o deus sumério deus Enki, o babilônico Ea, deus que rege a terra onde vivem todas as criaturas. Os antigos semitas associavam a serpente com o deus da lua, Nana, talvez pela capacidade de renovação atribuída às serpentes.

Sete Sábios: Veja Apkalu.

Shakkan (também chamado Sumuqan e Amakeu): Deus dos rebanhos e pastores, em geral colocado juntamente com Anshan, o deus dos cereais. Também pronunciado Shahan.

Shamash (Sumério Utu, Hebreu Shemesh, Arábico Shams): Deus-sol, patrono de Sipar e Larsa, templos chamado E-babbar. Espousa Aya/Anunitum: deus da justiça e das profecias. Título "meu sol" significa "majestade", conferido a reis mortais e deuses chefes de um panteon espercífico. Na Babilônia, o deus-sol era o protetor da justiça e da verdade, juiz do céu e da terra, patrono de Gilgamesh. Filho do deus da lua Sin, irmão de Ishtar e marido de Aya. Primeiramente venerado em Sipar e Larsa, seu culto espalhou-se por Canaã e Palestina, Arábia e Pérsia. Shamash é mostrado com raios flamejantes saindo de seus ombos, saltando entre montanhas, com tiara de chamas na cabeça e espada de serra. Foi sob sua autoridade que o rei Hamurabi compôs o primeiro código de leis da humanidade. No Egito, era identificado com Ra.

Shapash: Deusa do sol ugarítica, a forma feminina de Shamash, muitas vezes chamada de ‘a tocha dos deuses’.

Shamhat: Também pronunciado Shakat, "voluptuousa" nome da iniciada mandada até Enkidu. Provavelmente pertencia ao culto pessoal do templo de Ishtar em Uruk. Ver Enkidu e a SacerdotisaA Cura de Gilgamesh.

Shara: Deus sumério da cidade de Umma, moderna tell Djoha, Nordeste de Uruk. Filho de Ishtar. Epíteto: Herói de Anu.

Sharur: Arma pessoal de Ninurta/Ningirsu.

Shuanna: nome para a Babilônia, originalmente o bairro onde se encontravam os templos principais.

Shullat Deus pouco conhecido, consorte de Hanish. Servo do deus sol. Deus babilônico equivalente a Hermes, o mensageiro divino.

Shulpae: Deus sumério com uma série de atribuições, incluindo fertilidade e poderes demoníacos. Consorte de Ninhursag. Identificado pelo planeta Júpiter.

Shurrupak: cidade de Ut-Napishtim no parte central do Sul da Mesopotâmia. Identificada como a moderna Tell Fara.

Shushinak: Deus patrono de Susa, a oeste de Elam.

Shutu: Deus sumério do Vento Sul.

Sibitti: Na mitologia babilônica, os deuses do inferno e servos de Erra, o deus da morte. Eram os deuses das batalhas e das armas, adoradores do combate e detestando a vida calma das cidades. Erra persuadiu Marduk, o deus da ordem e da justiça, para tirar férias nas Esferas Superiores. Assim que Marduk se foi, confusão e desordem foram instalados. Ver o mito Erra e Ishum.

Sibzianna: Deus sumério do firmamento; Orion.

Siduri (Siduru, Sabatu): Nome da Divina Dona das Tavernas, deusa dos licores e da sabedoria. O equivalente a Hebe, a deusa das bebidas sagradas, mostrada em geral sentada no alto dos céus, tendo uma videira às suas costas. Ver A CURA DE GILGAMESH.

Sin (Suen, Sumério Nana): Semítico Erah, deus da Lua de Ur, Harran, e Neirab. Consorte de Nikkal (Sumério: Ningal). Símbolo: disco em forma de crescente. Protetor dos Juramentos. O deus da Lua na Suméria e da Babilônia, regente do calendário. Frequentelmente pintado com chifres e uma longa barba de lapis lazuli. Seu templo era chamado Enushirgal, onde Gilgamesh orou para ele. Seus oráculos continham comentários que mesmo os deuses deviam escutar. O eclipse da lua era tido como sinal de desastre iminente para a terra.

Sipar: cidade de Shamash e Aya/Anunitum, no Eufrates, ao Norte da Babilônia. Epíteto: a cidade eterna.

Sirsasa (também Saria): Nome do monte Hermon no Líbano.

Sirsir: Deus barqueiro, patrono dos marinheiros.

Subartu: Provavelmente um termo geral para os países ao Norte da Assíria.

Sultanpepe (antiga Huzirina): local próximo a Harran onde arqueólogos acharam textos escolares, incluindo tábuas de exercícios de composições literárias. Estes textos provavelmente foram originados das bibliotecas da Assíria nos séculos oitavo e sétimo antes da nossa era.

Susa: Capital ocidental do reino elamite reidom, nas montanhas de Zagros. Deus patrono: Shushinak.

Suteanos: Nômades semíticos do oeste, que apareceram ao final do segundo e no in[icio do primeiro milênio. Inimigos tradicionais dos acádios.

Tábua dos Destinos: Tábua em cuneiforme na qual eram escritos os destinos. Dava poder supremo a quem a possuísse. Antecedente do Livro do Destino no Livro dos Jubileus e da Lei Pré-Islmâmica al-mahfuz, "tábua da preservação" sobre a qual eram escritos os desígnios de Alah. Acompanhada pelo selo dos destinos.

Taklimtu: Ritual assírio durante o mês de Dumuzi (final de Junho), quando a estátua de culto de Dumuzi Tammuz), ainda jovem e bonito, era colocado em um ponto de Nínive. Este ritual marcava o final da primavera. umuzi é o consorte de Inanna/Ishatar.

Tamuz (Dumuzi): Deus babilônico da primavera, das flores, das plantas verdes e dos filhotes dos rebanhos. Ver O CICLO DE INANA, neste site.

Tarbisu: Povoação antiga, ao Norte de Nínive. Centro de adoração de Nergal.

Tell-Haddad: Local perto do rio Diyala river, a leste do Tigre, antiga Me-Turan.

Tell Harmal: Local perto de Baghdad, antiga Shaduppum.

Tiamat (também pronunciado Tiwawat e Tamtu, provavelmente pronunciado Tethys em grego Iônico, conhecida como Ayabba em semítico ocidental): Mar, águas salgadas personificadas como a grande Deusa-Mãe da primeira geração dos deuses no Enuma Elish. Esposa de Absu. Epitomiza o caos.

Tigre: Rio do Leste da Mesopotâmia, antigo "Idiglat"

Tirana: Nome de Uruk, significa ‘arco-íris’, usada no período Selêucido.

Tishpak: Deus patron deus de Eshnunna. Natureza incerta. Provavelmente assimilado com Ninazu.

Tutu: Nome de um deus criador sumério.

Ubara-Tutu: Pai de Ut-napishtim, Rei de Shuruppak, que reinou por 18.600 anos, de acordo com a Lista dos Reis Sumérios.

Ubshu-ukkinna, Ubshu-ukkinakku: Nome sumério nome para a sala da assembléia dos deuses presente em muitos templos. Contida na montanha sagrada Duku.

Ugarita: Cidade datada da época da Idade do Bronze na Síria, onde foram descobertos muitas tábuas escritas em cuneiforme. Algumas tábuas escritas em cuneiforme, mas em cananeu, também são conhecidos como material de Ugarit.

Ukur: Deus do Subterrâneo deus, vizir de Nergal, talvez também assimilado por Nergal.

Ulaya: Rio de Karkheh a Oeste do Irã.in Western Iran

Ummanu:Os Sete Sábio, que escreveram os grandes poemas épicos, como Erra e Gilgamesh.

Ur: Cidade poro ás margens do rio Eufrates, próxima ao Golfo. Deus patrono: Nana/Sin. Templo E-kishnugal, local sagrado das sacerdotisas Entu, as princesas reais.

Urshanabi:Sumério Sur-sunabu. O barqueiro babilônico. No Épico de Gilgamesh, o barqueiro de Utnapishtim, o Noé babilônico.

Uruk: Cidade na Baixa Mesopotâmia. Reis incluem Enmerkar, Lugalbanda e Gilgamesh. Deuses patronos: Anu e Ishtar. Templo principal: Eanna. Também conhecida como Tiranna, "a cidade do arco-íris" no período Selêucido. Agora chamada Guerraka, no Sul do Iraque.

Ushmu, Usmu, Ismud: Deus sumério, dotado de duas faces, vizir de Enki/Ea. Talvez também conhecido em acádio como Muhra.

Ut-Napishtim: O Noé babilônico Noah, cujo nome significa " aquele que achou a vida", ou seja, tornou-se imortal. Herói do Grande Dilúvio no Épico de Gilgamesh.

Uttu: Deusa suméria da terra e das plantas, filha de Enki, e Ninkurra. Ver Enki e Ninhursag.

Utu: Deus Sol sumério, filho de Ningal e Nanna.

Ventos: Quatro ventos para os pontos do compasso;
O Vento Sul, é caprichoso e feminino, chamado de ´Respiração de Enki`,
O Vento Norte, chamado Istanu, tido como moderado e aprazível;
O Vento Sul, chamado Sadu, literalmente Vento da Montanha;
Vento Leste, ou Amurru.
Também existem sete ventos maldosos, referidos como 'ventos do mal' ou 'Imhullu"
Tempestade: Mehu
Redemoinho: Asamsatu
Tornado Imsuhhu

Wer: Também Mer, Ber, e Iwer, deus das tempestades, patrono de Humbaba, identificado com Amurru e Adad.

Zababa (também Zamama): Deus guerreiro, patrono de Kish, templo E-meteursag. A etimologia do nome é incerta. Ele aparece no Período Sumério Antigo e seu nome consta dos tempos pré-sargônidos. Foi um deus da cidade de Kish, um guerreiro posteriormente identificado com Ningirsu e Ninurta. Diz-se também que Inana em seu aspecto de deusa-guerreira é esposa de Zababa/Baba. Em inscrições hititas o ideograma sumério ZABABA pode signifcar deuses guerreiros de um certo lugar.

Zakar (Dzakar):Deus babilônico dos sonhos, sendo que os sonhos na Antiga Mesopotâmia traziam mensagens dos deuses para os homens.

Zappu:Divindade babilônica das Pleiades.

Zarpanitum (Sarpanitum): Deusa da gravidez, esposa de Marduk na Babilônia. Também chamada de Erua.

Zigurate:torre de templo, com degraus ou subida em espiral leveo ao topo, símbolo da união do céu e da terra. No ponto mais alto do ziggurat, encontra-se um templo ou altar sagrado.

Ziusutra: Sacerdote-rei sumério e sobrevivente do Grande Dilúvio. Ver A Cura de Gilgamesh.

Zu : Na mitologia babilônica, deus-pássaro e inimigo dos grees deuses, por ter roubado as Tábuas do Destino. Os deuses ficam impotentes frente ao acontecido. Finalmente, o rei Lugalbea, pai de Gilgamesh, foi capaz de recuperar as Tábuas do Destino, após matar Zu. Na mitologia assíria, Marduk é quem esfola o crânio de Zu. Num outro mito, foi Ninurta o herói e matador de Zu (versão escolhida nesta obra).

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